Até a última instância

Até a última instância

Advogado brasileiro do Boca apela contra eliminação e diz que time buscará todos os recursos para que jogo contra River seja finalizado. Uma resposta é esperada nesta terça. Cruzeiro não crê em reviravolta

postado em 18/05/2015 00:00
 (foto: Facebook/Reprodução
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(foto: Facebook/Reprodução )

O Boca Juniors promete lutar até o fim contra a punição imposta pela Conmebol. O time foi eliminado da Copa Libertadores após ataque contra jogadores do River Plate, com uma mistura ácida, na Bomboneira, na quinta-feira. Além da exclusão da competição - o River avançou às quartas de final, para enfrentar o Cruzeiro -, o clube terá de atuar quatro partidas com portões fechados em torneios organizados pela entidade e pagar multa de US$ 200 mil.

;Vamos esgotar todos os recursos disponíveis para que sejam jogados os últimos 45 minutos que faltam contra o River;, afirmou o advogado do Boca Juniors, o brasileiro Eduardo Calezzo, que apelou ontem contra a punição. ;Nós entendemos que o futebol se dá entre as quatro linhas, o resultado esportivo tem que ser dentro da ;cancha;. O tribunal pode aplicar outras sanções, como medidas de conduta, fechamento do estádio, mas o jogo tem de continuar para não afetar o resultado esportivo;, emendou Carlezzo. A partida foi paralisada no intervalo, após 0 x 0 no primeiro tempo - no jogo de ida, o River venceu por 1 x 0.

;Não é uma defesa fácil. Essas imagens foram fortes e correram o mundo. O Boca tinha consciência de que sofreria uma punição pesada. Havia uma pressão muito grande para que fosse assim quando chegamos a Assunção;, declarou o advogado. Se o recurso do clube não for bem-sucedido, Carlezzo disse que o time pode apelar ao Tribunal Arbitral do Futebol Sul-Americano.

Apesar das reclamações do Boca, na Argentina, principalmente, a pena imposta ao time foi considerada branda. O argumento da Conmebol é de que não houve um rigor maior porque o clube tomou a iniciativa de buscar, com o apoio das autoridades, os responsáveis pelo atentado.

Jogadores do River Plate sofreram lesões e queimaduras no rosto e no corpo, e irritações nos olhos ao serem atacados por torcedores quando atravessavam o túnel na volta ao gramado para disputar o segundo tempo. O composto, conhecido como ;mostacero;, leva pimenta caiena, pimenta picante e ácido de fermentação.

Internado desde sábado, o atacante Sebastián Driussi não foi hospitalizado em consequência do mostacero, como foi amplamente divulgado. Os médicos o diagnosticaram com meningite, e ele não tem previsão de alta.

Raposa

Dirigentes do Cruzeiro comentaram ontem a exclusão do Boca Juniors. O supervisor de Futebol da Raposa, Benecy Queiroz, disse que esperava uma punição mais forte. ;Acredito que a Conmebol deveria ter sido mais rigorosa, mas pelo menos é um início, começa a dar exemplo de que esse episódios não serão tolerados;, declarou o dirigente.

Ele disse não acreditar numa reviravolta no caso, com o recurso dos argentinos. ;O Cruzeiro não se preocupa com essa possibilidade de reviravolta. Isso é problema do Boca Juniors, da Conmebol. Nós nos importamos com o nosso jogo, que já está marcado para quinta-feira, contra o River Plate, em Buenos Aires;, completou Benecy.

"Vamos esgotar todos os recursos disponíveis para que sejam jogados os últimos 45 minutos que faltam contra o River;
Eduardo Calezzo, advogado do clube xeneize


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