Ricardo Pessoa cita Edison Lobão

Ricardo Pessoa cita Edison Lobão

postado em 27/05/2015 00:00
 (foto: TV Globo/Reprodução - 13/5/15)
(foto: TV Globo/Reprodução - 13/5/15)


O dono da UTC Engenharia, Ricardo Pessoa, depôs ontem na sede da Procuradoria-Geral da República em Brasília. O empreiteiro, que é réu da Operação Lava Jato, firmou há duas semanas um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF). Antes de depor, o executivo prometeu falar o que sabe sobre o esquema de corrupção envolvendo a Petrobras em troca de abrandamento de sua pena.
Depois de ter passado quase seis meses em prisão preventiva, Pessoa está sob medidas cautelares que restringem sua liberdade. O relaxamento da prisão se deu por decisão da 2; turma do Supremo Tribunal Federal (STF), no fim de abril.
Como publicou o jornal O Estado de S.Paulo, entre os nomes citados por Pessoa está o do senador e ex-ministro de Minas e Energia Edison Lobão (PMDB-MA). O empreiteiro tem autorização do juiz Sérgio Moro, que cuida da Lava Jato na 1; instância, para permanecer em Brasília entre segunda-feira (25) e sexta-feira (29).
Em 2 de junho, o empresário também deverá prestar depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras. No entanto, de acordo com decisão do juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância, Pessoa poderá exercer o direito de ficar em silêncio durante o depoimento.
Pessoa ficou preso de novembro do ano passado até março, quando foi beneficiado pela decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que concedeu liberdade aos executivos de empreiteiras investigados na operação. Por maioria de votos, os ministros entenderam que, mesmo diante da gravidade dos crimes, a prisão preventiva não pode ser aplicada como sentença antecipada. Pessoa foi denunciado à Justiça Federal em Curitiba pelo Ministério Público Federal (MPF), sob acusação de coordenar o funcionamento do cartel entre as empreiteiras com contratos com a Petrobras, por meio do pagamento de propina a ex-diretores da estatal.
As acusações foram baseadas nos depoimentos de delação premiada do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor da Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa.

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