Brasília-DF

Brasília-DF

por Denise Rothenburg » deniserothenburg.df@dabr.com.br
postado em 27/05/2015 00:00


E o governo entrou!

Na manhã, para surpresa dos líderes da base aliada a Dilma Rousseff na Câmara, todos foram convocados para uma reunião na qual o do governo, José Nobre Guimarães (PT-CE), propôs manter o sistema eleitoral do jeito que está hoje. O líder da presidente que, em junho de 2013, colocava a reforma política como prioridade levava uma preocupação de seu partido: O PT, que sempre foi beneficiado com o voto de legenda, teme no futuro não ter mais os seus candidatos entre os mais votados, e seria assim, caso o ;distritão; fosse aprovado. Tanto é que, nem na proposta que o partido defendia, o voto em lista, os petistas votaram fechados.

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O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, favorável ao distritão, esperava que o PT fosse contra, mas não imaginava que o líder do governo entraria nessa discussão. É mais um ponto para contrapor o presidente da Câmara e o PT.

Resta uma saída
José Serra, do PSDB, fez questão de ir até o plenário da Câmara alertar seu partido que, se o sistema eleitoral proposto ali se mantivesse o mesmo, o partido ainda poderia sacar a proposta dele que estabelece o voto distrital para vereador em municípios com mais de 200 mil eleitores. Em outras palavras, a mensagem foi mais ou menos assim: derrotem tudo e façam o teste do voto distrital com o meu projeto já aprovado no Senado. E com uma vantagem: a proposta de Serra exige maioria simples.

Quero ser grande
Ao fechar questão em favor do ajuste fiscal, os senadores petistas deixaram a janela aberta a quem quisesse votar contra. O objetivo foi tentar evitar que alguns saiam do partido. Os petistas fizeram as contas e descobriram que não é negocio brigar com os seus de uma vez. Dos 13 senadores, o PT vai perder Marta Suplicy, corre o risco de ficar sem Walter Pinheiro e Angela Portela. Nesse ritmo, perderá espaço. E isso nenhum partido deseja.

Foi ele
Nos bastidores da Câmara, os deputados começavam a tratar uma possível derrota do distritão, o sistema onde apenas os mais votados teriam acesso à Câmara, como um freio ao presidente da Casa, Eduardo Cunha. Muitos não gostaram do fato de Cunha ter dissolvido a comissão especial que tratou do tema.

Quem cala...
... Volta. Se Ricardo Pessoa não falar nada em seu depoimento marcado para a semana que vem na CPI da Petrobras, será chamado novamente a depor. Isso porque depois de muitos empresários calados ali, a CPI quer ameaçar mais um castigo para ver se a turma desiste e presta alguma informação relevante.

Alcunhas/ A cada dia, os parlamentares põem um codinome novo para se referir ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Já foi ;pinguim;, ;malvado favorito;, ;imperador Napoleão;. Agora, o mais novo é ;Vladimir Putin;, o presidente russo.

Decolando.../ Mesmo com o ambiente macroeconômico brasileiro estagnado, a aviação civil segue crescendo no país. O setor teve um aumento de 4,68% na movimentação de passageiros no primeiro trimestre de 2015 quando comparado com o mesmo período de 2014. O resultado é fruto dos investimentos realizados que deram ganho de capacidades nos aeroportos.

...Por aqui/ Brasília, por exemplo, recebe 7% a mais de voos devido ao aumento de capacidade da pista em período de maior movimento. Congonhas ganhou novos slots, o que gerou crescimento de 10% neste ano. Viracopos registrou 17% a mais, resultado da elevação dos números de voos internacionais, aliado à entrega das obras do terminal.

Enquanto isso, na CPI da Petrobras.../ Os repórteres de plantão na comissão fizeram uma aposta para ver qual seria a primeira pergunta do relator, Luiz Sérgio (foto), do PT do Rio de Janeiro, ao depoente do dia. Quem apostou em ;Qual a sua trajetória na empresa?; acertou em cheio. Em todos os depoimentos, Sérgio tem feito praticamente a mesma pergunta para abrir os trabalhos.

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