Fitch está cautelosa sobre cortes

Fitch está cautelosa sobre cortes

Rosana Hessel
postado em 27/05/2015 00:00

Apesar de anunciar o maior corte do Orçamento da história, de R$ 69,9 bilhões, na última sexta-feira, o não conseguiu convencer totalmente os agentes internacionais sobre o equilíbrio das contas públicas. A agência de classificação de risco Fitch Rating soltou ontem um comunicado, informando que ;os desafios para implementação continuam; e que será necessário acompanhar esses cortes de gastos serão eficazes para atingir as metas fiscais, não descartando a possibilidade de rebaixamento do país.

Em março deste ano, a entidade reduziu de ;positiva; para ;negativa; a perspectiva da nota de risco do Brasil, mas manteve a nota em BBB demonstrando preocupação com o ;fraco desempenho econômico, a deterioração fiscal e a elevação da dívida pública;. ;Um corte maior não implica consolidação fiscal mais ampla ou mais rápida. Para atingir as metas fiscais existentes, deve haver esforços adicionais, uma vez que a contração econômica reduz consideravelmente o desempenho das receitas;, disse a diretora sênior da Fitch, Shelly Shetty, que prevê queda de 1% no Produto Interno Bruto (PIB) do país neste ano.

Além das incertezas sobre a eficácia do corte do ajuste fiscal em meio à crise política que a presidente Dilma Rosseff atravessa, os rumores das divergências entre o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, podem comprometer ainda mais a credibilidade do governo. Os dois não apareceram juntos no mesmo ambiente desde sexta-feira. Ontem, Levy, que é um ortodoxo num ninho de desenvolvimentistas, e defendia um ajuste mais perto de R$ 80 bilhões, não foi a uma reunião com o vice-presidente, Michel Temer, com Barbosa e senadores da base aliada no Palácio do Jaburu. A desculpa foi a gripe de novo. Barbosa foi e chegou mancando devido às dores da coluna que não permitiram o encontro com Levy na véspera na reunião de coordenação política.

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