Onde o mar banha o granito

Onde o mar banha o granito

Além dos corais, as gigantescas pedras de granito criam paisagens surpreendentes e inesquecíveis por todas as ilhas. O oceano forma várias praias, como Grand Anse, que podem ser exploradas e curtidas pelos turistas

» Juliana Contaifer
postado em 27/05/2015 00:00
 (foto: Fotos: Juliana Contaifer/CB/D.A Press)
(foto: Fotos: Juliana Contaifer/CB/D.A Press)

A quarta maior ilha do arquipélago e a terceira mais habitada, La Digue tem apenas 12 quilômetros quadrados. Apesar de pequena, a simpática ilhota abriga 2 mil habitantes, um pequeno centro comercial ; La Digue não é bem servida de comércio, para compras e serviços, a dica é pegar a balsa para Praslin ; e uma das praias mais bonitas do mundo.

A ilha tem esse nome em homenagem a um dos navios franceses da frota que descobriu o arquipélago, em 1768, ainda que só em 1789 os primeiros franceses e escravos africanos se instalaram em La Digue. Ainda é possível visitar uma antiga fazenda de baunilha e de coco, a L;union State Park, onde se aprende mais sobre a extração do óleo de coco, uma das especialidades, e conhecer construções da época. É preciso pagar uma pequena taxa de cerca de 2 euros ; pouco para encontrar uma das praias mais bonitas do mundo, a Anse Source d;Argent.

Cercada por gigantescas pedras de granito, a enseada tem areia branca bem fina, água quente azul-cristalina e poucas ondas. O local é ótimo para mergulho com snorkel, mas o instrumento não é realmente necessário ; ignorando os turistas, vários peixes nadam próximos à orla. Como toda praia em Seychelles, o charme da Source d;Argent é a estrutura quase inexistente.

Com um quê de praia deserta, quem visita o local se esconde do sol forte debaixo das árvores. Quase no fim do litoral, uma pequena loja de sucos e frutas frescas oferece um complemento perfeito para o momento. Aproveitando o cenário, é possível encontrar até algumas cerimônias de casamento.

Outras duas praias interessantes são a Grand Anse e a Petit Anse, que são divididas por mais pedras graníticas. Para chegar à Petit, é preciso seguir as indicações de uma placa, andar por entre a vegetação e subir um pequeno morro ; há um fluxo de turistas no caminho e é difícil se perder, mas, se necessário, há um pequeno restaurante na areia.


Boi e bicicleta

Por ser muito pequena, há dois meios de transporte principais em La digue ; o carro de boi e as bicicletas. Como uma miniatura de Amsterdã, há várias opções de aluguel de bicicleta, geralmente a uma taxa de 10 euros por dia. Preparada para o transporte por duas rodas, a ilha tem boas ciclovias que passam por dentro da mata, mas nem sempre o caminho é fácil. É comum ver turistas desistindo de pedalar nas subidas e empurrando suas bicicletas, mas as descidas valem a pena. São nesses momentos que se sente o vento para aliviar o calor úmido da região.

Durante o passeio, vale uma parada breve na igreja da ilha, que tem um pequeno vitral; casas antigas no estilo francês colonial; o cemitério do século 18, na beira da praia, e para admirar as enormes pedras graníticas.

Para chegar à ilha, uma balsa faz o percurso entre Praslin e La Digue em 15 minutos. Outra opção é alugar um helicóptero. Ao atracar no porto, o pequeno escritório de turismo da STB (Seychelles Tourism Board) dá as boas-vindas e oferece informações aos turistas. Uma dica é perguntar o caminho de bicicleta até o restaurante Zerof, que serve, entre vários pratos, uma salada de polvo e peixe assado com molho creole muito saborosos e que prometem energia para continuar pedalando.


Aldabra
O atol de Aldabra, ao sul do arquipélago, é considerado um dos maiores atóis do mundo, e é patrimônio da Unesco desde 1982. É formado por quatro ilhas dispostas em um anel, criando uma lagoa de cerca de 155km;. A água é trocada pelas marés duas vezes por dia e, por isso, a diversidade da vida marinha é muito grande. Por ser relativamente isolada, é lar de mais de 150 mil tartarugas gigantes e boa parte dos corais tem cerca de 125 mil anos de idade.


As tartarugas gigantes
Apesar de terem sido consideradas extintas em 1840, em 1995 descobriu-se que as tartarugas de Seychelles também eram tartarugas-gigantes, parentes daquelas de Galápagos. Elas estão em risco de extinção, mas o governo faz o possível para preservá-las e, por isso, é fácil encontrá-las em cativeiros nas ilhas. Algumas costumam aparecer nas praias para os turistas mais sortudos. A maior parte dos exemplares está presente no atol de Aldabra.






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