Brasília-DF

Brasília-DF

por Denise Rothenburg » deniserothenburg.df@dabr.com.br
postado em 10/06/2015 00:00


50% de alguma coisa
Irredutível até agora em mudar o projeto que reduz a desoneração da folha de pagamentos de diversos setores, o Palácio do Planalto abre hoje as conversas no sentido de manter o benefício somente aos exportadores e tentar ver o que é possível em relação aos demais. A ideia de abrir a negociação vem no sentido de ganhar alguma economia. Afinal, se não discutir nada e a proposta for derrotada, o prejuízo será maior do que se negociar alguma coisa. No governo, o cálculo é o de que 50% de alguma coisa é melhor do que arriscar perder tudo.

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A ordem no governo é juntar assim um sucesso econômico, ainda que um pouco menor do que o previsto, ao sucesso político do vice-presidente Michel Temer. Afinal, o que Temer menos deseja é ser derrotado numa proposta que tem como relator o líder de seu partido na Câmara, o deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ).

Por falar em Picciani...

O líder do PMDB corre o risco de sentir em breve os reflexos de uma decisão isolada na reforma política. Já tem peemedebista falando em correr lista para tentar destituir Picciani do cargo porque ele encaminhou a favor da manutenção das coligações para as eleições proporcionais sem combinar com a bancada.

Evento tucano
Dos mais de 10 governadores convidados a participar de uma reunião sobre o pacto federativo na Câmara, apenas Geraldo Alckmin, de São Paulo, e Simão Jatene, do Pará, compareceram. Virou um evento de críticas ao governo. Alckmin bateu forte na questão da segurança, jogando a bomba que se tornou esse tema no colo do governo federal.

E não é que Dilma vai?

A ideia de deixar Dilma fora da abertura do 5; congresso petista tinha sido da segurança e do pessoal de voo. Tudo porque o avião não tem autonomia para seguir direto de Bruxelas a Salvador. A presidente, entretanto, bateu o pé e mandou rever a rota e o horário da decolagem. Vai chegar na noite de quinta-feira para encerrar a abertura. Melhor do que comparecer apenas para o encerramento e participar de um encontro esvaziado em 13 de junho.

;Estou me lembrando de ACM, que dizia ;reunião que eu não estou, não vale;. É assim que Eduardo Cunha está fazendo por aqui. Ou, se você quiser um exemplo externo, só falta ele fazer que nem Luís XIV e dizer ;A Câmara sou eu;;

Chico Alencar (PSol-RJ), deputado, observando o plenário vazio ontem à tarde, com o painel de registro de presença desligado

Reguffe e as viagens I/ Com o festival de senadores em missão no exterior desde o início do ano, o senador José Reguffe (foto), do PDT do Distrito Federal, cobrou da Presidência do Senado o cumprimento das regras de transparência e a inclusão na internet de quanto cada senador gastou em diárias por viagem e os que foram a convite sem ônus para a Casa.

Reguffe e as viagens II/ Até aqui, o pedetista sempre recusou viagens com ônus aos cofres públicos, em todos os mandatos que exerceu. Também não precisa exagerar. Há missões importantes que o Brasil deve participar. O problema é que tem gente que abusa dessa representação.

Malta e as viagens/ Tão logo Reguffe acabou de falar, encontra o senador Magno Malta no corredor: ;Isso mesmo! Mete bronca. Somos duas bestas que ficamos aqui falando todos os dias, enquanto muitos estão por aí percorrendo meio mundo às custas do erário!”.

Festa da Defesa/
O Ministério da Defesa completa hoje 16 anos, com solenidade pela manhã no Clube da Aeronáutica e distribuição de medalhas de mérito a diversas personalidades, entre elas, os presidentes do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, e da Câmara, Eduardo Cunha.

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