Protesto na Argentina cancela voos

Protesto na Argentina cancela voos

postado em 10/06/2015 00:00
 (foto: Eitan Abramovich/AFP)
(foto: Eitan Abramovich/AFP)


Cerca de 15 voos da TAM e da Gol entre São Paulo e Buenos Aires foram cancelados ontem, devido a uma greve geral de 24 horas na Argentina, convocada pelos principais sindicatos que fazem oposição ao governo da presidente Cristina Kirchner. O movimento paralisou o transporte público de passageiros e cargas, portos e aeroportos, além de prejudicar o funcionamento de postos de gasolina, hospitais e comércio. Os trabalhadores exigem melhores salários e redução do imposto de renda, em meio à grave crise que atinge a economia, faltando quatro meses para as eleições presidenciais.

A greve provocou o cancelamento de diversos voos no Aeroparque, o terminal metropolitano de Buenos Aires. No Aeroporto Internacional de Ezeiza, próximo à capital, as operações das empresas Aerolíneas Argentinas, Austral e Lan foram suspensas, segundo informações de sindicatos de aeroviários. A paralisação afetou os voos para outros países e atividades de companhias estrangeiras.

Foi a quinta paralisação contra o governo de Kirchner e a segunda realizada neste ano. O movimento, que deveria durar até a meia-noite, foi classificado como político pelo governo, que rejeitou as exigências dos sindicatos.

Comandada por facções das maiores entidades sindicais do país, como a Central Geral de Trabalhadores (CGT) e a Central de Trabalhadores Argentinos (CTA), a greve tinha como principal reivindicação reajustes salariais da ordem de 30%, em paralelo à inflação anual medida por consultorias econômicas independentes. A estimativa oficial do governo para a carestia neste ano, de acordo com previsão inserida na lei orçamentária, é de 15,6%.

Com os ônibus e os trens fora de operação, muitos trabalhadores não conseguiram chegar aos locais de trabalho, e restaurantes, supermercados e farmácias não abriram as portas. Os donos de estabelecimentos que conseguiram funcionar disseram ter pagado táxis para trazer os empregados. O sindicato dos médicos também aderiu ao protesto e os hospitais trabalharam em esquema de emergência.

Na região portuária de Rosário, um dos maiores núcleos de exportação de produtos agrícolas do mundo, a atividade foi reduzida. A Bolsa de Comércio local informou que a quantidade de caminhões que descarregaram grãos nos terminais da região ficou 72% abaixo do normal.

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