Empresário se entrega na Itália

Empresário se entrega na Itália

Sócio de empresa de marketing esportivo foi denunciado por lavagem de dinheiro. Dos 14 investigados pela Inteligência norte-americana, dois argentinos seguem foragidos, com mandado internacional de prisão

postado em 10/06/2015 00:00
 (foto: Fabrice CoffriniAFP - 30/5/15)
(foto: Fabrice CoffriniAFP - 30/5/15)

Um dos acusados pela Justiça norte-americana no processo que investiga casos de corrupção na Federação Internacional de Futebol (Fifa), o empresário argentino Alejandro Burzaco se entregou ontem na cidade de Bolzano, no Nordeste da Itália.


Giuseppe Ricario, chefe da polícia de Trento, a 56km de Bolzano, disse a jornalistas locais que Burzaco "se apresentou voluntariamente ao departamento de polícia". "Está detido. Imaginamos que a intenção seja a de colaborar com as autoridades. De acordo com nosso código penal, é preciso deter o suspeito caso haja pedido de captura internacional."
Alejandro Burzaco era um dos sócios da empresa Torneos, que trabalha com marketing esportivo, e havia sido denunciado na Argentina por evasão tributária e lavagem de dinheiro. Além de Burzaco, dois empresários argentinos seguem na mira da Justiça com mandado internacional de prisão.


Sete dirigentes já detidos em Zurique, outros dois dirigentes indiciados e cinco empresários completam o conjunto de 14 investigados pelo sistema de inteligência norte-americano. O FBI denunciou o desvio de US$ 150 milhões (cerca de R$ 470 milhões), envolvendo práticas de extorsão, lavagem de dinheiro e pagamento de propina, para as escolhas das sedes das Copas de 2018 e 2022 e venda de direitos de transmissão.


Haiti
Ex-vice presidente da Fifa, e ex-presidente da Concacaf, o dirigente Jack Warner é acusado de desviar US$ 750 mil (cerca de R$ 2,3 milhões) de doações que seriam destinadas às vítimas do terremoto que atingiu o Haiti em janeiro de 2010. A informação foi dada pela rede de tevê inglesa BBC, que diz reunir documentos suficientes para comprovar a denúncia.
Após o tremor de terra que matou 200 mil haitianos, Jack Warner angariou, com ajuda da Fifa e da Associação Coreana de Futebol, quase US$ 1 milhão que serviriam para auxiliar na reconstrução do país. De acordo com levantamento da ONU à época, além dos 200 mil mortos, 500 mil pessoas continuavam desabrigadas dois anos após a tragédia.


Pelas investigações do Departamento de Justiça norte-americano, o ex-presidente da Concacaf é acusado de desviar parte da verba com a ajuda de cartolas, o que resultaria em uma prática corrupta sujeita à pena judicial. Recentemente, Jack Warner foi interpelado pelo ministro de Justiça de Trinidad e Tobago, sua terra natal, que pediu sua extradição aos Estados Unidos para julgamento.

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