Brasília-DF

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Denise Rothenburg deniserothenburg.df@dabr.com.br
postado em 14/06/2015 00:00

Cozinhando Okamotto
;Não se afobe não/que nada é já.; Chico Buarque canta o amor com esses versos, enquanto os políticos preferem sacar essas palavras para fazer o aliado/adversário fritar ao sol escaldante. E é justamente isso que o presidente da CPI da Petrobras, Hugo Motta (PMDB-PB), fará com Paulo Okamotto. A intenção dele é começar com as acareações, deixando o depoimento do diretor do Instituto Lula bem mais para a frente.

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Em conversas com amigos, Motta tem dito que quanto mais o governo tentar resumir a convocação de Okamotto à vingancinha por não ter recebido cargos no segundo escalão na Paraíba, o que ele jura não ser verdade, mais independente a CPI ficará.


Estudar para postergar...
O governo tem pronta uma estratégia para evitar a concessão de reajustes a servidores de diversas categorias. Vem por aí um estudo para tratar em conjunto de todas as carreiras do serviço público e dos Três Poderes. Assim, além de segurar o reajuste do Judiciário, conforme divulgado aqui, o Ministério da Fazenda pretende ainda travar todos os outros.

...E estancar
A ideia do estudo pretende evitar o velho efeito cascata, em que um Poder reajusta seus salários para equiparar com outro Poder e, passados poucos meses, o Poder que não obteve reajuste pede para se igualar aos outros dois, e assim vai.

Coisa antiga
Em novembro de 1994, enquanto montava sua equipe de governo no Distrito Federal, o hoje senador Cristovam Buarque (PDT-DF) se viu às voltas com uma crise com os militantes de seu partido à época, o PT, revoltados por causa da doação de US$ 200 mil que recebera da empresa Norberto Odebrecht. Naqueles dias, a justificativa dada pelo então coordenador da campanha, Hélio Doyle, foi a de que a solução usada para tapar o buraco nas contas de campanha havia partido do então tesoureiro da campanha de Lula, Paulo Okamotto.

Efeitos colaterais
Juristas começam a listar na legislação brasileira os graves reflexos da redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. O deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS) já tem em mãos pareceres que indicam a abertura de um portal que pode terminar por liberar direção e bebidas alcoólicas aos mais jovens, caso essa proposta seja aprovada.

Eunício e Levy

Terminada a conversa do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, com os senadores, o líder do PMDB, Eunício Oliveira, saiu-se com esta: ;Arruma tudo para entregar bem arrumadinho para o PMDB em 2018!”.

Delcídio e Levy

O ministro não demonstra muita familiaridade com os senadores petistas. Ao cumprimentar os presentes, comentou que não havia ninguém do PT. Quando alguém lembrou: ;Tem sim, o Delcídio é do PT;. Levy ficou todo desconcertado.


CURTIDAS

Feitiço & feiticeiro I/
Essa história de Lula fraco ainda precisa ser verificada. Dia desses, um cidadão carioca passava pelo Centro do Rio de Janeiro. Parou num camelô e, quando foi pagar a fiação, ofereceu brincando a nota de dólar com a cara de Lula distribuída pela Força Sindical como forma de tentar desgastar o PT na votação do ajuste fiscal. O comerciante olhou e abriu aquele sorriso: ;Ih! É a foto do Lula!” E lá se foi o comerciante todo o feliz, como se estivesse recebido um tesouro.

Feitiço & feiticeiro II/
O cidadão ficou intrigado, saiu do camelô, andou mais um pouco e parou no pipoqueiro. Comprou um pacotinho de pipoca e fez a mesma brincadeira com as poucas notas que lhe restaram. O vendedor ficou todo feliz: ;Quero mais dessa nota! Sou fã do Lula e minha mulher também. Vai pedir a nota!”. O sujeito então ofereceu uma da presidente Dilma, porque as de Lula eram poucas. ;Ah, moço, dela não quero, não;.



Magistrado desde pequeno.../ Na próxima quarta-feira, o Supremo Tribunal Federal abre a exposição Marco Aurélio, 25 anos no STF, onde será possível percorrer toda a carreira do ministro Marco Aurélio Mello, sua obra e sua história, apresentando fotos como essas que você vê acima e, ainda, documentos. Tem ainda um documentário e um livro. A abertura será comandada pelo presidente da Suprema Corte, Ricardo Lewandowski, às 18h.

...E até com o Papai Noel/ Entre as curiosidades, uma carta que o ministro escreveu para Papai Noel aos 10 anos. Começa assim: ;Estimado Papai Noel;. E lá pelas tantas vem: ;Como o senhor sempre me honra com sua visita, vou colocar meu sapato na janela (...);. Ah, os pedidos? Uma capa de chuva para 11 anos, duas camisas esporte e um blusão para 11 anos.


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