Para a boa nova se espalhar

Para a boa nova se espalhar

FERNANDO BRANT ESPECIAL PARA O CORREIO
postado em 14/06/2015 00:00

Queria falar da felicidade, do desejo consciente e inconsciente de ser feliz. É algo que se traz da infância, do companheirismo com a meninada, dos jogos de rua, da molecagem diária. Quanto mais o tempo passa para mim, mais me convenço de como é necessário que todos busquemos ser felizes. São sentimentos para guardar por todo o nosso tempo. A vida real, com suas tragédias e guerras, com o ódio e competição sem freios, parece nos levar para longe desse objetivo.

Não que se diga ;dane-se; ao mundo. Vivemos nele e não devemos nos eximir de responsabilidades. Mas a bandeira que carrego, e vejo que muitos dos que amo e admiro também a empunham, é a procura de harmonia na vida pessoal, familiar e social. Para alcançar esse oásis em meio ao deserto não é necessário pisar em ninguém nem violentar qualquer princípio essencial. Esse orientar-se no rumo da vida boa e plena nada tem de egoísta. Ao contrário, torcemos para que mais pessoas se juntem a esse nosso anseio.

Quantos mais participarem dessa jornada, mais a boa nova se espalhará. Não é ser irracional ou ignorar o mundo. É ter certeza de que o certo é gozar o dia, a existência. Tem menino que é igual passarinho. Essa é uma impressão que trago de longe, desde que ouvia, num parque em Diamantina, a voz de Luiz Vieira cantando ;sou menino passarinho com vontade de voar.; (;)

Salve, salve a felicidade.

Artigo exclusivo publicado em outubro de 2012, no Correio Braziliense, em ocasião do show que fez em Brasília para comemorar o aniversário do Feitiço Mineiro.

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