Perda de mercado

Perda de mercado

postado em 14/06/2015 00:00

Apesar de ter o mesmo prazo para concluir a obra de um terminal de passageiros, o Aeroporto de Confins só coleciona decepções e atrasos. Depois de repetidas reprovações do anteprojeto, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou o início das obras no mês passado. Em nota, a BH Airport, que venceu a concessão, diz ter concluído o projeto básico e está em andamento a elaboração do projeto executivo. Segundo a empresa, já é possível iniciar as obras. Antes, no entanto, a concessionária corre contra o tempo para obter a licença de implantação na Secretaria Estadual de Meio Ambiente. O documento é obrigatório para o início do empreendimento.

As comparações de Confins com os demais aeroportos privatizados são inevitáveis. Em Brasília, os píeres construídos permitiram a ampliação da capacidade instalada em 5 milhões de passageiros por ano. O píer norte do terminal Juscelino Kubitschek demorou 12 meses para ficar pronto e o sul, 17 meses. Confins não terá todo esse tempo para entregar o que prometeu em contrato.

O novo terminal de passageiros tem como meta desafogar Confins, proporcionando mais conforto aos viajantes. O atraso nas obras contratadas pela Infraero deixa o aeroporto com fluxo superior ao limite operacional nos últimos três anos. Segundo Eduardo Padilha, professor do Insper, isso coloca Confins um pouco atrás de Brasília e Campinas na competição pela busca de voos regionais. ;O terminal que não escoa passageiro sai caro para as companhias aéreas;, afirma.

O custo maior diminui a competitividade. Com isso, as empresas podem repensar a criação de voos para o aeroporto. Nos demais aeroportos, foi considerável a ampliação do número de passageiros. Em Brasília, o fluxo cresceu em 1,65 milhão de usuários no ano passado ante o ano anterior. (PRF)


"O terminal que não escoa passageiro sai caro para as companhias aéreas"

Eduardo Padilha,

professor do Insper

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