>> Sr. Redator

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postado em 14/06/2015 00:00
Criatividade
Enquanto o governo maltrata os brasileiros com a falta de emprego, o povinho se vira com criatividade para solucionar os problemas. Montada na bicicleta, Alice, além de ganhar seu dinheirinho, sai semeando alegria e otimismo pelas ruas espalhando o sorriso e o perfume das flores. Fazendo minha andada matinal ao longo da via que conduz ao Clube do Congresso, no Lago Norte, todos os dias, de segunda a sexta, no horário entre 7h e 8h, vejo uma banca montada ao lado do ponto de ônibus onde são servidos café com pão, biscoitos e doces para empregados e empregadas domésticas, saídos de casa sem a refeição matinal na correria para não perder a condução. Conversando, fiquei sabendo que são sete irmãos e irmãs mantendo cinco bancas ao logo da avenida, defendendo o suado dinheirinho de cada dia. Haja criatividade, enquanto a chefia da polícia não intervier. Até agora, os policiais apenas param para tomar também o cafezinho matinal.
; Elizio Nilo Caliman,
Lago Norte


Exército
Personagem importante dos chamados anos de chumbo e um dos fiadores da passagem do regime militar para a democracia, general Leônidas Pires Gonçalves, faleceu, no Rio. Louvável sua participação na redemocratização, apoiando a eleição de Tancredo Neves contra a candidatura dos militares. Lamentavelmente, como ministro do Exército, pecou no abandono da tropa ao não efetuar a revisão dos salários dos militares, conforme prometido. Situação de baixos proventos perdura até os dias atuais, injustamente, a quem se dedica exclusivamente à pátria.
; Renato Mendes Prestes,
Águas Claras


Maioridade penal
O governo federal está empenhado em achar via alternativa à decisão da Câmara de reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos. Sabe-se que não será a diminuição em dois anos na idade criminal que eliminará ou reduzirá drasticamente a violência que aflige a sociedade brasileira. As raízes da criminalidade estão plantadas em terreno que mistura ausência de políticas públicas; profunda desigualdade, que segmenta, de forma descabida, a sociedade; negligência com crianças e jovens; incapacidade de o Estado enfrentar o narcotráfico; inexistência de escola eficiente; negação do direito à saúde, ao lazer e à cultura. Hoje, querem rasgar o ECA, sem ao menos tê-lo implantado. O obstinado desejo de trancafiar jovens nos presídios é resultado da mente doentia de homens que, infelizmente, ganharam assento no Congresso. Pagamos preço elevado ante a incapacidade de bem votar.
; Mara Luiza Gomes,
Vila Planalto


Maioridade penal
É estarrecedor que estudantes, arrebanhados por adultos, se manifestem pela manutenção da maioridade penal aos 18 anos, mesmo para os crimes hediondos, como fizeram, dentro da Câmara dos Deputados no último dia 9. Isso sugere que eles admitem delinquir e querem ter a garantia da impunidade, pois quem não deve não teme. Se a alteração proposta fosse de aumentar a maioridade para os 30 anos, talvez expressassem regozijo. Não se mobilizam em favor das vítimas e das famílias emocionalmente destruídas pelos anjinhos menores de 18 anos, mostrando, assim, do lado de quem estão. Seguem a cartilha dos defensores dos direitos humanos: sempre em defesa do bandido, porque a culpa é da vítima, no mínimo, por pertencer a sociedade opressora.
; Roberto Doglia Azambuja,
Asa Sul


; A maioridade penal é necessária. Hoje, jovens adolescentes que cometem crimes diversos não têm punição, a não ser estadia em casa de recuperação. Recuperação? Que nada. A maioria das casas são verdadeiras escolas de crime, pois tais adolescentes simplesmente saem mais violentos. No Congresso Nacional, há lobby para que o projeto não se transforme em lei. Não é possível acreditar que os parlamentares que estão engajados em não aprovar a maioridade penal nunca enfrentaram os dissabores pelos quais milhares de pessoas passaram por ato de violência de menores. É de colocar, sim, os jovens que cometem estupro e assassinatos na cadeia.
; José Monte Aragão,
Sobradinho

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