Universidade além da fronteira regional

Universidade além da fronteira regional

postado em 14/06/2015 00:00
Constitui alento a informação de que sete universidades brasileiras figuram entre as 12 melhores da América Latina. Duas ocupam o pódio. Em primeiro lugar, está a Universidade de São Paulo (USP). Em segundo, a Estadual de Campinas (Unicamp). A Universidade de Brasília (UnB) ocupa a 10; posição, seguida pela Federal de Minas Gerais (UFMG) e pela Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Feita pela Quacquarelli Symonds (Qs) entre 400 instituições, a pesquisa leva em consideração sete critérios. Dois deles têm peso maior: reputação acadêmica e reconhecimento no mercado de trabalho. Os demais ; relação entre número de funcionários e alunos, citações na internet, volume de informações na web, professores com doutorado e presença on-line ; têm peso igual na ponderação.

O levantamento mostra significativo avanço da UnB. No ano passado, a instituição brasiliense aparecia na 17; posição. O salto qualitativo se deve a três fatores ; o corpo docente, o impacto na internet e a reputação acadêmica. Chama a atenção a baixa pontuação em parâmetro que tem custado alto preço às universidades brasileiras. Trata-se do item citações na internet. De zero a 100, a UnB ficou com 44,6.

Ser objeto de referência, seja na web, seja em publicações científicas, constitui fator importante em avaliações globais. Daí a importância da internacionalização. Na edição 2013-14, o Brasil foi excluído do ranking internacional Times Higher Education (THE), que avalia o desempenho e a produção acadêmica de instituições dos cinco continentes nas diferentes áreas do saber.
A USP, que figurava em 158; lugar, despencou para a faixa abaixo de 225;. Em nota, a direção justificou a queda. Entre os fatores determinantes para a exclusão da lista das excelências planetárias, citou a localização da universidade ;fora do centro do mundo; e o idioma do país, ;que não é internacional;.

Estar entre os melhores na região é importante, mas não suficiente. Em tempos de globalização, há que ultrapassar fronteiras cada vez mais distantes e sobressair no mundo. Oferecer cursos em línguas estrangeiras, apostar na inovação, instalar escritórios em países estratégicos e investir maciçamente em bolsas de intercâmbio para professores e estudantes deve figurar entre as prioridades da universidade que quer ser citada e respeitada pela comunidade internacional.

Tags

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação