Matando cachorro a grito

Matando cachorro a grito

Por Márcio Cotrim
postado em 14/06/2015 00:00


A expressão significa estar em desespero, sem saída, passar por grandes necessidades. Explicando toscamente: quando precisamos defender-nos de um cachorro, mas não temos nada à mão, o jeito é gritar tão alto que faça o bicho morrer de susto e fugir.

Na verdade, os cães possuem dois sentidos extremamente privilegiados: o olfato e a audição. Por esse motivo, podem ficar abalados, sensíveis e nervosos pelo som de fortes decibéis. Não é incomum ver cães, escondendo-se sob mesas, invadindo casas em festas e em outros eventos ensurdecedores.

A partir disso, é possível provocar a morte de um cão quando ele, enlouquecido, atira-se contra as paredes, daí resultando, em casos extremos, seu próprio óbito.

Sob um ataque canino, pode o ser humano salvar-se caso consiga gritar tão alto que fira os ouvidos do animal, fazendo-o desistir da investida. A tarefa é dura, muitas vezes altamente perigosa e até fatal.

Que o digam os carteiros da ECT quando seu ofício os obriga a entrar em ruas e se ver diante de uma fera pronta para estraçalhá-los. Nesse momento é que seu trabalho se torna muito arriscado. Diante do quadro, a vizinhança se alarma e só lhe resta pedir socorro. Se ele não vier logo, a vítima das mordidas estará a caminho do beleléu...

OFICINA ; É qualquer local de trabalho onde se exerce um ofício, uma atividade laboral, artesanal. Seu berço é o latim opificium, com derivação de opificis, artesão vocábulo que se formou, por sua vez, pela justaposição de opus, obra, e facere, fazer. Na oficina de automóveis, se fazem consertos; na oficina pedagógica, prevalece o ambiente destinado ao desenvolvimento das aptidões e habilidades, mas há também grande rol de outras oficinas: a mecânica, a oficina de marcenaria, a tipográfica e assim por diante. Para melhor distinguir o neologismo delas, acrescenta-se de trabalho, o que é pleonástico, pois toda oficina é de trabalho, ao contrário de reunião, que pode ou não ter o objetivo de labor. O seminário, por exemplo, é uma reunião de estudos sobre certo assunto, caracterizado por debates; já colóquio é uma conversação ou palestra entre duas ou mais pessoas gabaritadas em que se discute determinado assunto. É comum que, da conclusão desses encontros específicos muito pouca coisa se aproveite de útil ou de prático, como afirma o crítico e humorista Millôr Fernandes, para quem ;ainda não se inventou um nome mais bonito para papo furado;...

UMBIGO DE VEDETE ; Primeiramente, o berço da palavra vedete. Assim eram conhecidas, no teatro de revista, as atrizes que brilhavam como grande atração nas peças levadas ao palco. De origem italiana pelo francês vedette, o termo passou a designar, entre nós, as grandes estrelas do período áureo do teatro de revista, em que elas se apresentavam em ousados biquínis com o umbigo à mostra. Ficaram famosas nesse time, dentre outras, Luz del Fuego, Mara Rúbia, Elvira Pagã, Carmem Verônica, Íris Bruzzi e Virgínia Lane ; esta, supostamente amante do presidente Getúlio Vargas. Todas levavam platéias ao delírio, sobretudo os marmanjos sentados na chamada fila do gargarejo, a dois passos daquelas carnes sedutoras. Grande Otelo foi autor de uma marchinha de carnaval intitulada Umbigo de Vedete, numa parceria com Armando Cavalcanti e Klécius Caldas. Ei-la: ;Eu vi seu broto / pintando o sete / tá mais por fora / que umbigo de vedete;...

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