Tubo de ensaio

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Fatos científicos da semana

postado em 20/06/2015 00:00
 (foto: Roberto Schmidt/AFP - 20/4/15)
(foto: Roberto Schmidt/AFP - 20/4/15)

; Terça-feira, 16
Terremoto deslocou o Everest
O terremoto de magnitude 7,8 que atingiu o Nepal em 25 de abril deslocou o Monte Everest (foto). A maior montanha do planeta moveu-se 3cm para o sudoeste, afirmou a Administração de Estudos, Cartografia e Informação Geológica da China. O Everest ;se desloca constantemente para o nordeste, e o terremoto provocou um pequeno avanço na direção oposta;, afirmou o especialista Xu Xiwei ao jornal China Daily. ;A magnitude do movimento é normal;, completou. Nos últimos 10 anos, o monte havia movido 40cm para o nordeste, além de ter crescido 3cm. O segundo terremoto registrado no Nepal em 12 de maio, de magnitude 7,5, não provocou um deslocamento perceptível, segundo o estudo, realizado com instrumentos de medição por satélite. O duplo terremoto deixou pelo menos 8.700 mortos no Nepal, incluindo 18 alpinistas, vítimas de um deslizamento no Everest.


Aquíferos ameaçados
Um terço das maiores reservas de água do planeta está esvaziando rapidamente devido à atividade humana e não está claro quanto líquido contém, revelaram dois estudos. ;Os métodos físicos e químicos de medição que existem hoje são simplesmente insuficientes;, declarou o professor da Universidade da Califórnia em Irvine Jay Famiglietti, principal investigador dos trabalhos, publicados na revista científica Water Resources Research. ;Dada a velocidade com que estamos consumindo água de reservas subterrâneas, precisamos coordenar um esforço global para determinar quanta água resta;, afirmou Famiglietti, que também trabalha como especialista em investigação sobre a água no Laboratório de Propulsão à Jato da Nasa. Os cientistas advertiram que a situação vai se intensificar com a mudança climática e o crescimento da população. Os aquíferos mais sobrecarregados estão nos lugares mais secos do mundo, onde há muito pouco reabastecimento natural.


; Quarta-feira, 17
Morcego de 16 milhões de anos
Morcegos de rabo curto da Nova Zelândia (Mystacina tuberculata) têm agora um novo ancestral para pendurar na árvore genealógica: uma espécie até agora desconhecida, três vezes maior do que seus primos modernos. Estudo publicado na revista Plos ONE apresenta fósseis de uma espécie ancestral desses animais que viveu há 16 milhões de anos. Encontrada em sedimentos de um lago pré-histórico perto de Otago Central, na Ilha Sul, a nova espécie foi batizada de Mystacina miocenalis. ;Nossa descoberta mostra, pela primeira vez, que os morcegos Mystacina vivem na Nova Zelândia há mais de 16 milhões de anos;, afirmou Suzanne Hand, principal autora do estudo e professora associada da Universidade de New South Wales (UNSW, na Austrália).


; Sexta-feira, 19
Linces atropelados
O lince-ibérico, felino mais ameaçado do mundo, tem ganhado mais espaço na Espanha, após ter beirado o desaparecimento. No entanto, apesar da forte mobilização por sua sobrevivência, ele enfrenta um inimigo inesperado: os carros. Segundo a ONG WWF, os atropelamentos são hoje a maior ameaça ao animal no país. O número de linces atropelados disparou nos últimos anos, passando de 2, em 2008, para 22 em 2014, um recorde. Desde 2002, 73 deles morreram nas estradas, de acordo com uma contagem da organização, que denuncia a falta de preparação das pistas. ;O mais escandaloso é que nós sabemos o que fazer (...), é um problema que poderíamos eliminar em quatro meses", disse, indignado, Ramon Perez de Ayala, chefe da ONG na Espanha. Segundo ele, bastaria colocar barreiras, limpar valas e proteger os locais naturais para permitir que os animais cruzem as estradas. Obras cujo custo estimado é de 6 milhões de euros (cerca de R$ 20 milhões).



Caça a baleias reprovada
A Comissão Baleeira Internacional (CBI) pediu que o Japão forneça documentação extra para justificar seu plano para caçar baleias por razões científicas, alegando que não pode emitir uma sentença com a papelada apresentada até agora. A organização baseada em Londres deveria anunciar ontem se a nova proposta japonesa, que tem o objetivo de caçar 3.996 baleias no Oceano Sul nos próximos 12 anos, tinha corrigido os problemas que fizeram com que seu plano anterior fosse declarado ilegal pelo Tribunal Internacional de Justiça (CIJ). No entanto, o relatório de 2015 do comitê científico da CBI concluiu que a nova proposta ;não contém informações suficientes;. Apesar da decisão, o Japão poderia ir em frente com o plano, que deveria ser lançado em dezembro de 2015, porque cabe a cada país decidir se realiza caça às baleias (foto) com fins científicos. No entanto, caso não consiga a aprovação da CBI, o Japão enfrentaria a indignação internacional, por ignorar a agência responsável por assegurar a conservação do mamífero marinho.





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