Distribuidoras vendiam cerveja falsificada

Distribuidoras vendiam cerveja falsificada

» BERNARDO BITTAR
postado em 20/06/2015 00:00
 (foto: Bernardo Bittar/CB/D.A Press)
(foto: Bernardo Bittar/CB/D.A Press)

Noventa caixas de cerveja falsificada foram apreendidas em três distribuidoras do Recanto das Emas, do Gama e de Taguatinga. A Operação Bebida Fria prendeu, ainda, quatro pessoas, três delas em flagrante, e as encaminhou para a Delegacia de Combate aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DCPIM) acusadas de venda de bebida falsificada e de descaminho. O grupo podem receber uma pena que varia de 4 a 8 anos de reclusão. Todos os estabelecimentos estiveram anteriormente envolvidos em situações semelhantes.

O número de garrafas de cerveja confiscadas é superior a 2 mil unidades, segundo a titular da DCPIM, Mônica Ferreira. O produto é avaliado em quase R$ 9 mil. ;Cada uma delas era vendida por R$ 4, valor muito inferior ao praticado no mercado. Não existe almoço de graça. Assim, os donos das distribuidoras praticavam concorrência desleal;, explicou a delegada. E completou: ;Para atestar características de legalidade ao negócio, os comerciantes compravam uma parte do estoque de revendedoras credenciadas;.

No comércio de um dos suspeitos, também foram apreendidos 100 pacotes de cigarro. A origem da bebida, segundo Mônica, seria fruto de descaminho ; quando entra no Brasil sem o pagamento de impostos ;, vinda do Paraguai. A acusada, uma jovem de 25 anos, foi presa, mas pagou a fiança de R$ 2 mil e foi liberada na quinta-feira. A polícia chegou até as distribuidoras após denúncia anônima e investigou o caso durante dois meses. ;Demoramos 60 dias para chegar aos produtos. No entanto, esse comércio ilegal ocorria há três anos;, contou a delegada.

Segundo a apuração policial, os donos dos estabelecimentos compravam produtos de má qualidade, substituíam os rótulos e os comercializavam. ;Não é algo simples. Isso se tornou um comércio. As pessoas têm fabricado rótulos falsificados com uma qualidade impressionante;, disse Mônica. A tampa da cerveja, que é muito difícil de reproduzir, era reaproveitada. ;Os suspeitos iam até o lixo de bares e catavam as tampinhas, reutilizando, em seguida, sem a devida higiene;, explicou.



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