Força-tarefa para garantir investigação

Força-tarefa para garantir investigação

postado em 20/06/2015 00:00
A Polícia Civil de Goiás decidiu, na primeira semana de maio, montar uma força-tarefa para investigar os estupros, crime que aterroriza e cala as comunidades de descendentes de escravos. Com o reforço no contingente, os investigadores pretendem cumprir mandados de prisão contra sete suspeitos de violentar crianças e adolescentes na cidade, crimes praticados entre 2008 e 2010.

Cristiomário Medeiros anunciou que, na próxima semana, intensificará os depoimentos que ainda restam nas 47 investigações em aberto. ;Vamos fazer a oitiva de autores e de vítimas para tentar adiantar e concluir mais alguns (inquéritos). A CPI da Assembleia do Estado (de Goiás) mandará um perito forense a Cavalcante que avaliará as vítimas, o que reforçará se houve ou não o crime e facilitar a punição dos acusados;, adianta o delegado. A Casa instaurou uma CPI para apurar o caso.

Também após a denúncia de uma série de estupros de meninas quilombolas na região da Chapada, a Justiça de Goiás desengavetou todos os casos de violência sexual envolvendo crianças e adolescentes em Cavalcante. Com isso, oito inquéritos encaminhados pela Polícia Civil ao MPGO desde dezembro ; e que ainda não haviam chegado ao fórum do município até maio, onde estavam parados outros 31 ; enfim, começariam a andar conforme as regras do Judiciário.

A quantidade aumentou após uma decisão do juiz Lucas Mendonça Lagares, da Comarca de Cavalcante. Ele emitiu, em abril, 27 ordens judiciais referentes à apuração de casos de estupros contra meninas com menos de 18 anos. A providência veio depois de cobranças de autoridades da esfera federal. Ente eles, o procurador-geral da República e presidente do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Rodrigo Janot. Ele classificou como ;graves; os abusos sexuais.

Memória

Direitos humanos

Integrantes da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e do Ministério Público Federal estiveram em Cavalcante em 20 abril. Eles colheram informações sobre as denúncias de abusos e de exploração de trabalho de kalungas. Os parlamentares entrevistaram autoridades locais e familiares das vítimas. Além de visitas individuais, eles fizeram uma audiência pública na sede do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil. Entre as atribuições da CDHM está a proteção dos direitos de vulneráveis. Após as diligências, a comissão pediu a participação de outros órgãos federais e estaduais.

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