Lição de cidadania

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Estudantes se encontraram com o governador para apresentar o projeto Adote um parquinho. O que essa turminha do 6ºano quer são bons espaços para brincar com os amigos

postado em 20/06/2015 00:00
 (foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)

Indignados com os parquinhos caindo aos pedaços espalhados pelo Distrito Federal, alunos do 6; ano do Colégio Marista criaram um projeto para melhorar esses espaços feitos para a diversão. Para que a ideia saia do papel, os estudantes conseguiram marcar um encontro com o governador Rodrigo Rollemberg a fim de cobrarem alguma providência. Ele teve que encarar as perguntas das crianças, garantiu que há um planejamento para a manutenção dos parquinhos e dos espaços públicos de Brasília e explicou as dificuldades financeiras que o governo está enfrentando. Mesmo sem um plano concreto de o que fazer a partir daí, Sofia Mota, 10 anos, ficou contente com a experiência:

; Além de unir a turma e fazer todo mundo se divertir, aprendemos coisas importantes. Fiquei muito feliz de conhecer o governador e acho que as coisas vão melhorar. Além de reparar os parquinhos, acredito que deveria haver prevenção, com regras para esses pontos não se quebrarem novamente.


O parquinho mais próximo de onde Sofia mora fica na Quadra 14 do Park Way. O espaço foi reformado há alguns meses por iniciativa da associação de moradores. Mesmo assim, ainda há problemas, como brinquedos enferrujados e com estruturas fracas.

O projeto Adote um parquinho surgiu durante uma discussão em sala de aula, e os estudantes têm visitado esses espaços de diversão pelo DF para ver a situação de cada um. Na 112 Sul, onde mora Isadora Aires, 11 anos, por exemplo, o parque não está em boas condições, com mato alto, brinquedos quebrados e enferrujados, bancos danificados. A menina espera que a iniciativa dê certo:

; Muitos pais não deixam as crianças brincarem nesses lugares por causa da falta de qualidade. Perto de onde eu moro, um dos brinquedos está com um ferro apontado para cima. Se alguém passar por lá correndo, pode pegar tétano. Brincar é um direito da criança; é brincando que se aprende, então é muito importante ter um espaço próprio para isso, cobrou.


A situação do parque da 112 Sul se repete em diversos outros parquinhos que as crianças visitaram, como o da 114 Sul, em que o escorregador está interditado, o piso é irregular, a grama toma conta do chão, pedaços de azulejo ficam expostos e há até sacos do lixo no meio do parquinho. Vinícius Barcelos, 11 anos, reclama dos problemas:

; Só precisa ter casinha, balanço e um escorregador, é o suficiente para se divertir! Todas as crianças têm direitos de vivência nos parquinhos, só que elas não podem mais ir lá fora brincar como antigamente. As condições não são boas e, em alguns lugares, nem existem espaços para isso, reclamou.



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