Tubo de ensaio Fatos científicos da semana

Tubo de ensaio Fatos científicos da semana

postado em 27/06/2015 00:00
 (foto:  Jeffrey Kerby/Divulgação

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(foto: Jeffrey Kerby/Divulgação )

; SEGUNDA-FEIRA, 22
Lobo amigo


Estudo publicado no Journal of Mammology descreve uma rara associação entre espécies de lobos e macacos. Pesquisadores da Dartmouth College afirmam no artigo que lobos-etíopes e macacos-geladas (foto), animais que só existem na Etiópia, convivem hoje pacificamente, e a causa parece ser a maior facilidade que os canídeos têm de caçar roedores quando estão perto desses parentes dos babuínos. Tudo indica que os lobos acostumaram os macacos com sua presença, deixando, por exemplo, de atacar seus filhotes. Em contrapartida, eles pegam mais roedores, que fogem da movimentação dos macacos. Quando estão entre os símios, os lobos são bem-sucedidos em 66% das vezes que tentam pegar as presas, contra uma taxa de sucesso de apenas 25% quando estão sozinhos. Assim, os geladas não se importam quando avistam um lobo-etíope, mas saem em disparada ao sentirem a aproximação de cachorros selvagens. A curiosa relação lembra a estabelecida entre homens e lobos há cerca de 40 mil anos e que resultou na domesticação dos cães. Na ocasião, os canídeos passaram a seguir os homens para aproveitar restos de comida.

Um segundo a mais

O último minuto deste mês durará 61 segundos, um estratégia que visa a coordenar os relógios mundiais à rotação irregular da Terra. Em todos os países, na madrugada de 30 de junho para 1 de julho, em Tempo Universal Coordenado (UTC), antigo GMT, o minuto entre 23h59 e 00h00 durará um segundo a mais. Para os cidadãos comuns, não há motivo para ajustes, mas a alteração valerá para grandes sistemas de navegação por satélite e de sincronização de redes de computadores ;Esses devem levar em conta essa mudança, ou correm o risco de apresentar erro;, afirmou na segunda-feira Daniel Gambis, diretor do Serviço de Rotação da Terra, encarregado de decidir sobre o nível internacional da adição desses segundos bissextos. Desde 1972, 26 segundos foram adicionados, incluindo o do próximo dia 30.

; TERÇA-FEIRA, 23
Beijo no fim da tarde


Após analisar a iluminação e as sombras da famosa fotografia em que um marinheiro e uma mulher se beijam na Times Square, em Nova York, para comemorar a rendição do Japão na Segunda Guerra Mundial, astrônomos da Universidade Estadual de Iowa conseguiram identificar o momento que o instantâneo foi feito: 17h51. Com a análise, os cientistas acreditam que poderão ajudar na identificação dos protagonistas da imagem captada por Alfred Eisenstaedt em agosto de 1945 e publicada na capa da revista Life (foto). Nos últimos anos, diferentes pessoas afirmaram ser um dos membros do icônico casal. Agora, sabendo o horário em que a imagem foi captada, será possível verificar a veracidade de alguns desses relatos, dizem os cientistas.

Missão prolongada

A Agência Espacial Europeia (ESA) anunciou que a missão da sonda espacial Rosetta, que permitiu o pouso do robô Philae em um cometa, será prolongada até o fim de setembro de 2016. A princípio, estava previsto que a missão fosse financiada até o fim deste ano, mas seu prolongamento era avaliado. Há duas semanas, o robô, que estava ;adormecido;, voltou a enviar dados sobre o corpo celeste para a Terra. O cometa 67P/Churyumov-Guerasimenko se encontra a 295 milhões de quilômetros da Terra e se afasta do Sol. Por isso, não haverá energia solar suficiente para que os instrumentos da Rosetta funcionem corretamente por alguns meses. O prolongamento da missão, decidido pelo Comitê de Programa Científico da ESA, foi considerado ;uma notícia fantástica para a ciência; por Matt Taylor, cientista da missão.

; SEXTA-FEIRA, 26
Estrelas cadentes de artifício


Uma start-up japonesa espera apresentar um novo fogo de artifício espacial, que tem por objetivo não só agradar aos olhos, mas também desvendar mistérios da atmosfera terrestre. A astrônoma Lena Okajima e a empresa ALE prometem fazer uma chuva de meteoros que poderá ser vista por milhões de pessoas. ;Estou buscando fazer fluxos de meteoros, que são um fenômeno raro na natureza;, explicou Okajima ontem à agência France-Presse. ;Embora seja artificial, quero criar algo bonito que vai impressionar o público;. Em colaboração com universidades japonesas, a equipe desenvolve um microssatélite que, uma vez colocado em órbita entre 400km e 500km da Terra, será capaz de ejetar pequenas bolas cuja composição é mantida em segredo. Essas pelotas se desintegrarão ao entrar na camada atmosférica na velocidade de até 8km/s, emitindo uma luz muito brilhante em contato com as moléculas de ar. A cor desses meteoros artificiais variará de acordo com os ingredientes químicos usados, e eles ajudarão na observação da atmosfera. A empresa estima em pelo menos 1,1 bilhão de ienes (80 milhões de euros) o custo do desenvolvimento e da colocação em órbita do satélite.

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