Atividade sobre tolerância ofende pais

Atividade sobre tolerância ofende pais

postado em 27/06/2015 00:00
 (foto: Reprodução)
(foto: Reprodução)

O que era uma atividade extracurricular para integrar alunos e discutir a diversidade social virou motivo de confusão no Centro de Ensino Fundamental GAN, na Quadra 603 da Asa Norte. Pais de estudantes se sentiram ofendidos por filhos participarem de uma campanha contra a homofobia. O descontentamento foi causado, principalmente, por uma camiseta que estampa a mensagem ;Não dissemine ódio e intolerância. #Respeite as diferenças; e imagens de três casais. Ontem, o grupo procurou a deputada distrital Sandra Faraj (SD) para pedir ajuda. A parlamentar reprova esse tipo de debate na comunidade escolar. A direção da instituição alega que não houve problemas entre os alunos.


Há uma semana, o debate sobre as diversas nuances da sociedade ganhou os corredores da escola. São cartazes, camisetas e apresentações culturais contra preconceitos e a fim de disseminar a cultura de paz. A proposição do tema ;Convivendo com as diferenças; foi da professora de português Milene Machado. ;É importante trabalhar esses temas. Faz parte da realidade que esses alunos vão encontrar na vida lá fora. Precisamos abordar a tolerância e o respeito para serem cidadãos de verdade;, defende a docente.


Algumas famílias proibiram os filhos de irem à escola durante a gincana cultural. O tio de uma estudante de 14 anos repreendeu a atividade. ;A sexualidade é resolvida no âmbito familiar. Não concordamos com a mensagem, e a escola não tem o direito de falar isso aos nossos filhos. Estão instrumentalizando politicamente os alunos para defenderem esse tema. Isso é uma doutrinação de uma postura errada;, afirmou o homem, que preferiu não ter o nome publicado. Apesar da celeuma, a direção do Centro de Ensino Fundamental GAN garantiu que não houve problemas durante o evento encerrado ontem. E ressaltou que a sexualidade foi um dos assuntos abordados. Durante a gincana, foram discutidas questões de raça, expressão religiosa, cultura regional e outras.


Os pais insatisfeitos recorreram a Sandra Faraj, autora do projeto de lei Escola sem partido, que defende a proibição de discussões sobre doutrinas pessoais como religião, sexualidade e política nas escolas. ;Esses são valores que as famílias devem repassar aos filhos. Os alunos estão em formação e não podem sofrer essa interferência negativa. A gincana está reprovada;, afirmou a parlamentar.

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