Revanche do apache

Revanche do apache

Quatro anos depois de ser o culpado pela eliminação da Argentina, em casa, diante do Uruguai, Tévez supera trauma, acerta pênalti decisivo, elimina Colômbia e aguarda Brasil ou Paraguai nas semifinais

postado em 27/06/2015 00:00
 (foto: Luis Acosta/AFP
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(foto: Luis Acosta/AFP )
O futebol deu ontem uma segunda chance a Carlitos Tévez. Vilão na eliminação da Argentina em casa na Copa América de 2011 ao desperdiçar o pênalti que eliminou os hermanos e classificou o Uruguai nas quartas de final, o atacante, que está de volta ao Boca Juniors, se redimiu. Foi dele a cobrança decisiva que, dessa vez, classificou o país por 5 x 4 para as semifinais do torneio continental. Na próxima fase, a trupe de Messi terá pela frente Brasil ou Paraguai, na terça-feira. ;Não foi uma vitória pessoal, é um triunfo coletivo, da equipe. Estou feliz por ter ajudado;, comemorou Tévez.

Com o resultado, a Argentina mantém o sonho de encerrar um jejum de 25 anos. O último título relevante da esquadra principal aconteceu na Copa América de 1993, no Equador. No ano passado, a equipe alviceleste esteve muito perto de encerrar a abstinência na decisão do Mundial, mas perdeu por 1 x 0 no Maracanã.

O triunfo da Argentina foi nos pênaltis, mas poderia ter sido no tempo normal, não fosse a noite heroica do goleiro Ospina, o nome da partida no tempo normal. O dono da meta da Colômbia protagonizou defesas incríveis. A primeira delas em uma finalização de Pastore. Em outro lance incrível, Mascherano lançou a bola para Pastore, que se livrou do marcador e cruzou rasteiro para Agüero. Ospina novamente fez grande defesa com o pé. Na sobra, Messi cabeceou, mas Ospina saltou para fazer grande defesa e salvar a Colômbia. A sequência de defesas arrancou aplausos.

Inspirado, Ospina evitou até gol contra. Messi passou por dois marcadores e tocou para Pastore. O meia abriu para Di María fazer o cruzamento rasteiro. Zapata tentou cortar e mandou contra o próprio gol. Porém, Ospina defendeu.

Os atos de heroísmo do goleiro da Colômbia continuaram no segundo tempo. Quando ele não salvava, a trave ou algum zagueiro surgiam como anjo da guarda. Perto do fim da partida, Otamendi acertou a trave. Na sequência do lance, Zúñiga impediu o gol em cima da linha. Em outro lance milagroso, Zapata quase marcou contra. Para sorte dele, Murillo estava atento e cortou quase em cima da linha. Não havia mais tempo para gols no tempo normal e a decisão foi para as cobranças de pênalti. Ospina não conseguiu defender nenhuma cobrança e a Argentina avançou graças a Carlitos Tévez às semifinais da Copa América.

"Não foi uma vitória pessoal, é um triunfo coletivo, da equipe. Estou feliz por ter ajudado;
Tévez, atacante da Argentina

FICHA TÉCNICA

Argentina 0 (5)
Romero; Zabaleta, Otamendi, Garay e Rojo; Mascherano, Biglia, Pastore (Banega) e Di María (Lavezzi); Messi e Agüero (Tévez)
Técnico: Gerardo Martino

Colômbia 0 (4)
Ospina; Zúñiga, Zapata, Murillo e Arias; Mejía, Ibarbo (Muriel), Cuadrado e James Rodríguez; Teófilo Gutiérrez (Cardona) e Jackson Martínez (Falcao García)
Técnico: José Pekerman

Cartões amarelos: Mascherano, Messi, Tévez, Arias, Mejía, Cuadrado, James Rodríguez e Falcao García
Público e renda: não divulgados
Árbitro: José Luís Camargo (Bolívia)

Jogos de Messi são investigados
O FBI e a Agência Antidroga dos EUA investigam há algum tempo o envolvimento de um cartel do narcotráfico mexicano nas partidas beneficentes do melhor jogador do mundo, o argentino Lionel Messi. De acordo com informação do jornal El Mundo, de Madri, a polícia norte-americano agora conta com a colaboração de uma testemunha, que não teve o nome revelado e está sob proteção da Justiça. Essa testemunha diz que as partidas amistosas do craque, organizadas por seu pai, são destinadas também à lavagem de dinheiro dos traficantes. Segundo o jornal, Messi e seu pai sabiam.

Mainz pode vender Jara
O ;dedo bobo; de Jara pode custar até a permanência do chileno no Mainz, clube alemão. Diretor da equipe, Christian Heidel não gostou nada da atitude do atleta. No jogo contra o Uruguai, pela Copa América, o lateral-direito provocou Cavani com um ;toque íntimo;. O uruguaio esbarrou no rival e foi expulso. ;É algo que é intolerável para nós. Mais do que o ato em si, o que me deixa mais irritado é a encenação que foi feita;, declarou Christian Heidel, diretor do Mainz, ao jornal Bild. O contrato de Jara com o Mainz vai até 2016, mas o dirigente do time germânico avisa: ;Se houver uma oferta, poderá sair;.

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