Matou o ex e fugiu com o filho

Matou o ex e fugiu com o filho

postado em 30/06/2015 00:00
 (foto: Breno Fortes/CB/D.A Press)
(foto: Breno Fortes/CB/D.A Press)

Uma mulher matou o ex-companheiro com uma facada nas costas, ligou para o Corpo de Bombeiros, pediu socorro e fugiu. O episódio ocorreu na casa onde a acusada, de 32 anos, morava com os quatro filhos, em Samambaia Norte, no início da tarde de ontem. O casal conviveu por mais de três anos, tinha dois filhos, de 3 anos e de 1 ano e 8 meses, mas se separou havia meses. A vítima, de 40 anos, trabalhava como pedreiro. Até o fechamento desta edição, a suspeita não havia sido localizada.

O delegado-chefe da 26; Delegacia de Polícia (Samambaia Norte), Eduardo Galvão, explicou que, segundo vizinhos, a mulher se separou do companheiro porque ele era usuário de droga. Além disso, a vítima tinha passagens pela polícia por homicídio, porte de arma, corrupção de adolescentes, ameaça, roubo a comércio e fuga da prisão ; em 2009, ele cumpria regime de prisão semiaberto e não retornou para o Centro de Progressão Penitenciária (CPP). ;Os vizinhos contaram que o homem ia uma vez por mês ao local ver os filhos. Por volta das 9h30, ela tocou na casa da vizinha perguntando se ela poderia ficar com o filho menor, de 1 ano e 8 meses, dizendo que tinha feito uma besteira, mas não entrou em detalhes. A mulher reparou que ela estava com a perna suja de sangue;, contou.

O lote onde a acusada mora é dividido em duas casas. O pai e o irmão dela vivem na residência dos fundos. ;Ela tocou na casa da vizinha acompanhada do irmão. Possivelmente, o crime foi passional, mas precisamos avaliar se ela agiu em legítima defesa ou se houve a participação do irmão, que tem passagem pela polícia. A expectativa é de que a suspeita se apresente espontaneamente. É necessário avaliar se o homicídio é qualificado ou privilegiado;, detalhou Galvão.

A suspeita trabalha como auxiliar de enfermagem, mas estava desempregada. Representantes do Conselho Tutelar de Samambaia estiveram no local do crime. Segundo o conselheiro Ilton Teixeira, a família era acompanhada pelo órgão. ;A mãe fugiu com o filho que tem 3 anos. O mais novo foi deixado com a vizinha e outros dois, na escola. Ela era assistida por um psicólogo, pois foi vítima de violência doméstica;, explicou.

O pai da acusada, um pedreiro de 60 anos, disse que saiu ontem pela manhã para uma consulta médica e retornou quando o crime já havia acontecido. ;Esse homem queria mandar na vida dela. Os dois ficaram juntos por pouco tempo, mas o relacionamento acabou. Ele tinha de aceitar isso, mas só ficava vigiando a vida dela;, reclamou.

Um dos vizinhos, José Carlos da Silva, 50 anos, ficou chocado. ;Não dá nem para acreditar no que aconteceu. Ninguém espera uma notícia dessas. A região é violenta, há cinco meses teve um assassinato aqui na porta, mas um episódio assim choca, principalmente porque ela (a acusada) foi criada aqui. Quando voltei do trabalho, no início da tarde, os bombeiros estavam na frente da casa dela. Achei que alguém tinha passado mal;, contou. (IS)


"Ela (a acusada) tocou na casa da vizinha acompanhada do irmão. Possivelmente, o crime foi passional, mas precisamos avaliar se ela agiu em legítima defesa ou se houve a participação do irmão, que tem passagem pela polícia. A expectativa é de que a suspeita se apresente espontaneamente;

Eduardo Galvão, delegado-chefe de Samambaia Norte



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