Demissões prévias descartadas

Demissões prévias descartadas

postado em 01/07/2015 00:00
 (foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)
(foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)


Depois de dizer que não respeita delator ; no caso o empreiteiro Ricardo Pessoa, diretor-presidente da UTC ;, a presidente Dilma Rousseff assegurou, em entrevista coletiva na Casa Branca, ao lado do presidente Barack Obama, que não demite ministros com base em notícias de imprensa. Em depoimento prestado à Justiça Federal do Paraná, Pessoa afirmou que repassou, no ano passado, R$ 7,5 milhões ao hoje ministro da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva ; tesoureiro da campanha de reeleição de Dilma. E outros R$ 250 mil, em 2010, para a campanha do chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, então candidato ao governo de São Paulo. Os dois ministros dizem que as doações foram legais.

;Eu nunca demiti ministro ou aceitei ministro nomeado pela imprensa ou demitido pela imprensa. Vou aguardar toda a divulgação dos fatos para avaliar a situação. A princípio, acredito ser necessário que todos nós tenhamos acesso às mesmas coisas. O governo brasileiro não tem acesso aos autos (do processo da Lava-Jato). Estranhamente, o governo brasileiro não tem acesso aos autos e há um vazamento seletivo, e alguns têm (acesso);, reclamou ela, corroborando os discursos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do PT.

Reunião
Já o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, criticou a decisão da oposição de apresentar uma ação por crime de extorsão contra a presidente. ;É profundamente lamentável que parlamentares oposicionistas, valendo-se apenas de notícias divulgadas por órgãos de imprensa, busquem, mais uma vez, criar um factoide jurídico visando atingir a honra da presidente e de um ministro de Estado.;

Enquanto Dilma adota o discurso petista nos Estados Unidos, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva retoma ; como pagamento político ; o discurso de defesa do governo. Em encontro com petistas, na noite de segunda, conclamou as bases na Câmara e no Senado a defenderem o ajuste fiscal. Em café da manhã com o presidente do Senado, Renan Calheiros, e lideranças peemedebistas na manhã de ontem, Lula pediu aos caciques do partido que fiquem ao lado do governo, embora tenha criticado a derrubada da reeleição durante o debate da reforma política na Câmara. (PTL e JC)

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