Bolsas dos EUA sobem

Bolsas dos EUA sobem

postado em 01/07/2015 00:00
Os mercados reagiram de forma variada ontem em relação ao calote grego ao Fundo Monetário Internacional (FMI), que não pagou o reembolso de 1,6 bilhão de euros que venciam à zero hora do primeiro dia de julho. As esperanças na continuidade das negociações para que o país continue dentro da Zona do Euro fizeram com que a Bolsa de Valores de Nova York, em Wall Street, subisse, apesar da forte oscilação durante o dia.

A bolsa de tecnologia Nasdaq teve alta de 0,57%. O Índice Dow Jones, o principal de Wall Street, avançou 0,13%, e, o S 500 registrou elevação de 0,27%. No mês, entretanto, todos esses índices registram queda. O Dow Jones recuou 2,2%. O Nasdaq, 1,6%. E o S 500, 2,1%.

Na Europa, as bolsas não tiveram o mesmo desempenho e fecharam no vermelho. Frankfurt, por exemplo, caiu 1,25%, para 10.945 pontos. Paris, 1,64%, para 4.790 pontos. Madri, 0,78%, e Zurique, 0,99%.

No Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo (BM), após cair 1,86% na véspera, avançou 0,13%, ontem. No ano, a alta o Ibovespa é de 6,15%. As bolsas asiáticas também subiram ontem. Tóquio subiu timidamente 0,63%. Já Xangai deu um salto de 5,53%.

Contágio
Na avaliação do economista Silvio Campos Neto, da Tendências Consultoria, os riscos de contágio dessa nova crise grega e uma possível saída da Zona do Euro são mais limitados do que há dois anos. ;Sempre há um efeito negativo via mercados num cenário de colapso e de turbulência, mas creio que esse contágio ficará limitado à região;, explicou.

;Os desdobramentos para o Brasil ainda são imprevisíveis porque não se sabe ainda o desfecho do impasse e se o plebiscito de domingo dirá sim ou não para o pacote de ajuda europeu. Se a população aceitar o pacote, o atual governo deverá sair e novas eleições deverão ocorrer. Se rejeitar, o país terá que fazer uma saída forçada da Zona do Euro;, destacou ele, sem ainda poder estimar qual será o impacto para a Europa nesse caso. Cálculos do Royal Bank of Scotland indicam que o custo da saída da Grécia da Zona do Euro seria de 239 bilhões de euros, praticamente o mesmo valor dos 238 bilhões de euros do Produto Interno Bruto (PIB) grego de 2014 e o equivalente a 2,4% do PIB da União Europeia. (RH)


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