Um reino encantado

Um reino encantado

postado em 01/07/2015 00:00
 (foto: VisitDenmark/Divulgação)
(foto: VisitDenmark/Divulgação)

Não há como visitar a Dinamarca sem conhecer a história do mais famoso escritor do país, Hans Christian Andersen, autor de dezenas de contos infantis, como A Pequena Sereia, O Patinho Feio e Soldadinho de Chumbo ; adaptados, mais tarde, para as telonas em versão não tão fiel às originais ; e outros não tão conhecidos, como A pequena vendedora de fósforos, A princesa e a ervilha e A roupa nova do imperador.


Bustos e esculturas espalhados pelo território retratam a importância de Andersen para os dinamarqueses. Ele também está em nome de ruas e em um museu, localizado no município de Odense, onde ele nasceu, em 1805. Dedicado à vida e à obra do escritor, o prédio abriga um vasto acervo de objetos pessoais, documentos e produções, como trabalhos de recorte em papel.
O visitante é levado a um mergulho no passado, quando abre-se a porta da que seria a casa onde Hans Christian viveu durante a infância. Historiadores contam que, por anos, a família do escritor dividiu um mesmo quarto. Gavetas de cômodas e bancos com tampos que se abrem seriam usados como camas para crianças na época. A história de pobreza marcou a vida do escritor e influenciou seus contos, somada à rejeição, em função da alta estatura e da fisionomia fora dos padrões. Andersen não se casou ou teve filhos.


Fato é que Christian Andersen perseverou e se mostrou um ;homem além do seu tempo;, como muitos o descrevem. Após a morte do pai, ele precisou ganhar o seu sustento e acabou atuando em diferentes áreas ligadas à cultura. Antes de conquistar notoriedade com a escrita e entrar na universidade, trabalhou como cantor e ator em Copenhague.


A importância de Andersen é tamanha que no Tivoli Gardens ; um dos parques de diversão mais antigos do mundo e verdadeira atração em Copenhague ; há um brinquedo dedicado exclusivamente aos contos do escritor. Para quem não sabe, o espaço, cheio de áreas verdes, luzes e cores, inspirou Walt Disney a criar a Disneylândia, na Califórnia. O ambiente une a diversão à boa cozinha e à arquitetura. Algumas áreas trazem influências de cultura de países orientais. Um teatro a céu aberto traz detalhes da China e as cortinas simulam o abrir da cauda de um pavão. Além de bons restaurantes, há um hotel dentro do parque. Quem tiver interesse de visitar o Tivoli deve ficar atento, pois no inverno ele fecha as portas, só abrindo de abril a setembro. (ML)

Sereia apaixonada
Uma das atrações de Copenhague é a estátua da Pequena Sereia, que virou uma espécie de símbolo local. Localizada em um porto, próximo ao parque de Kastellet. Feita em bronze, a escultura tem 1,25 metro de altura. Ela foi construída em 1913, em homenagem ao conto de Andersen, que fala sobre a história de uma sereia que se apaixona por um príncipe que salvou de um afogamento. Mas, diferentemente da história adaptada pela Disney, a sereia morre no final.

Faça amor

A Dinamarca ganhou os noticiários no ano passado, após uma agência de viagens lançar uma propaganda e uma promoção encorajando os dinamarqueses a viajar para aumentar a taxa de natalidade no país. O slogan ;Do it for Denmark;, que significa, em português, ;Faça pela Dinamarca;, causou burburinho. A empresa teve a ideia a partir do interesse do
governo em combater a queda no número de nascimentos no país.

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