Pedido de tempo

Pedido de tempo

postado em 23/07/2015 00:00

A advogada Dora Cavalcante pediu ontem ao juiz Sérgio Moro mais tempo para conversar com o presidente da Odebrecht, Marcelo Bahia Odebrecht, que está preso na carceragem da Polícia Federal de Curitiba, e esclarecer anotações feitas por ele em seu telefone celular. Ontem, o Correio questionou à defensora e à assessoria da construtora qual é o real significado de notas feitas pelo empreiteiro sobre valores relacionados a políticos como os senadores José Serra (PSDB-SP) e Blairo Maggi (PR-MT), o advogado-geral da União Luís Adams e o deputado Carlos Zarattini (PT-SP). A advogada disse a Moro que só o cliente pode esclarecer o que significam as anotações, que incluem menções a ;dissidentes; da PF e a ;parar; a Lava-Jato. A empresa se limitou a desqualificar a análise dos policiais, classificando-a de distorcida.

Blairo disse ao jornal que não conhece Odebrecht, nunca se reuniu com ele nem recebeu doações de campanha. ;Posso garantir que não tenho relações empresariais e políticas com ele;, afirmou. Zarattini disse que esteve com Odebrecht uma única ocasião, mas que nunca se reuniu com ele. A assessoria de Adams reafirmou que o ministro ignora as menções e que espera as respostas do empreiteiro a Moro. Serra não retornou os contatos da reportagem.

Depoimento
Ontem, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, deu 10 dias para Moro esclarecer por que tomou depoimento do delator Júlio Camargo em que acusou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que tem foro privilegiado no STF, de cobrar propinas. As informações devem ser prestadas por Moro por meio eletrônico. Até fazer isso, ele não poderá sentenciar o processo criminal sobre o caso. (EM)


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