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postado em 23/07/2015 00:00


Brasileiros

Excelente o artigo de Rodrigo Craveiro, no Correio de ontem. O desabafo dele é o de todos os brasileiros que também estão cansados, envergonhados e assombrados com a roubalheira gananciosa de gestores e políticos que tomam os cofres públicos de assalto, desonrando o compromisso de zelar pelo bem comum e de melhorar a qualidade de vida de nossa sofrida população. A falta de vergonha dessas quadrilhas mina sem dó o sonho, a esperança e os direitos básicos de milhões de brasileiros, que engrossam cada vez mais as filas em busca de emprego, de escola e de atendimento médico decente, enquanto bandidos de colarinho branco engordam suas contas com o dinheiro que sai pelos ralos das propinas.
; Elianira Madrinha Almeida,
Sobradinho

Domésticas

Desde que foram aprovadas as novas leis trabalhistas para as empregadas domésticas, abri mão do conforto de ter uma auxiliar dormindo no emprego e passei a ter uma diarista duas vezes por semana. Agora, pensava em contratar minha diarista por três vezes na semana, assinando sua carteira, e busquei me informar sobre os novos encargos, para não incorrer em erro. Telefonei para o Sindicato das Domésticas e um indivíduo mal-humorado me informou que teria de ir lá e pagar. Liguei para o Ministério Público do Trabalho e me mandaram ligar para a Superintendência Regional do Trabalho, onde finalmente me informaram que deveria agendar uma entrevista no site. Perguntei se era a única maneira de conseguir as informações e fui informada de que sim. Ou seja, o cidadão, para cumprir a lei, tem um trabalho danado. Isso é Brasil!
; Lana Cristina Faria da Cunha,
Sudoeste

Missão

O Brasil precisa de magistrados com a estirpe de Sergio Moro: corajoso, probo, trabalhador e compromissado com a nobre missão de julgar. Sua conduta nesse inquérito causará, ou melhor, já está causando indignação aos crápulas que se locupletaram à custa do erário, mas será motivo de orgulho para sua família e as pessoas de bem deste país. Vá em frente. Não se intimide com as ameaças nem com as representações contra sua pessoa, seja no Conselho Nacional de Justiça, seja no Supremo Tribunal Federal, solicitadas por aqueles que são o cerne da roubalheira. O exercício da magistratura requer coragem. O Brasil precisa de um Judiciário forte e comprometido com a celeridade processual. Um Judiciário fraco só interessa aos facínoras que tentam amordaçar a imprensa e àqueles que pregam a ditadura do proletariado. Neste momento histórico, no qual a nação clama pelo fim da impunidade da corrupção, um eventual afastamento de Sergio Moro do comando da Operação Lava-Jato teria como principal prejudicada a própria democracia.
; Renato Mendes Prestes,
Águas Claras

Judiciário

Infelizmente, a população é pouco informada sobre a situação salarial e o regime de trabalho no Judiciário. É devido à falta de informação que pessoas repassam dados que nem sequer conhecem, como na carta ;Mordomias;, no Correio de ontem. Vale ressaltar que o pleito de aumento para os servidores tramita no Congresso desde 2009, buscando um reajuste que não ocorre desde 2006, quando foi aprovado o novo plano de carreira do Judiciário. Ademais, os patamares pleiteados não são os 78% que foram espalhados pela mídia e repetidos diariamente por pessoas distantes das informações corretas. Quanto ao regime de trabalho, os servidores cumprem jornadas diárias de sete horas corridas, tendo, muitas vezes, que trabalhar além disso para alcançar o máximo de eficiência. Não há que se falar em redução dessa jornada e em rodízios, muito menos em atribuições aos estagiários de serviços destinados a servidores. Os servidores do Judiciário estão vinculados à Lei n; 8.112/90, sendo ridícula qualquer menção a duas férias por ano. Temos apenas 30 dias de férias, como qualquer funcionário da iniciativa privada. Quanto ao salário, é simples saber quanto, basta observar a legislação: para técnico é de R$ 5.425,79 e analista, R$ 8.863,84, valores totalmente defasados, se comparados com carreiras semelhantes. O reajuste pleiteado é mais do que justo, não devendo os servidores do Judiciário arcarem com a má administração pública.
; Natercia Oliveira,
Asa Sul



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