Chacina na igreja foi "crime de ódio"

Chacina na igreja foi "crime de ódio"

postado em 23/07/2015 00:00
 (foto: AFP)
(foto: AFP)



O jovem supremacista branco que assassinou nove negros em uma igreja histórica de Charleston (Carolina do Sul) em meados de junho foi acusado pela Justiça federal de crimes de ódio, anunciou ontem a procuradora-geral dos Estados Unidos, Loretta Lynch. Dylann Roof, 21 anos, já enfrentava nove acusações no âmbito estadual, por homicídio e tentativa, e a governadora Nick Haley pediu publicamente a pena de morte. Na esfera federal, os crimes imputados também são puníveis com a pena capital, mas a procuradora informou que o governo ainda não se decidiu sobre o caso.

;A acusação se enquadra na violência motivada por razões raciais, como terrorismo doméstico;, afirmou Lynch. Dylann Roof planejou o massacre por ;vários meses;, segundo a chefe do Departamento de Justiça, e escolheu a Igreja Africana Metodista Episcopal Emanuel pela ;grande notoriedade; do tempo e pelo ;significado histórico como a mais antiga igreja negra do país;. A chacina de Charleston é considerada pelas autoridades o mais grave crime racista na história recente dos EUA.

Em manifesto postado na internet, o jovem justificou o gesto em nome do ódio que afirma nutrir pelos negros, aos quais se refere como ;burros e violentos;. O crime chocou a sociedade americana e teve firme resposta do presidente Barack Obama, que confessou publicamente ter sentido ;raiva; e compareceu aos funerais do pastor Clementa Pickney, uma das vítimas do atirador.

Ferguson
O prefeito de Ferguson, subúrbio de St Louis (Missouri) onde teve início a onda de revolta contra a violência racial por parte de policiais brancos, nomeou ontem um negro para assumir o comando da força local.

O comandante Andre Anderson, 50 anos, foi escolhido pouco menos de um ano depois que o agente branco Darren Wilson matou a tiros o jovem negro Michael Brown, 18 anos, em agosto de 2014. O crime, seguido pela decisão da Justiça de não acusar Wilson por homicídio, deu origem a violentos distúrbios.


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