Presidente do Irã admite abertura política no país

Presidente do Irã admite abertura política no país

postado em 23/07/2015 00:00
 (foto: AFP)
(foto: AFP)



Durante discurso para o parlamento, ontem, o presidente iraniano, Hassan Rouhani, esboçou sinais de que a assinatura de um acordo nuclear pode ser o primeiro passo para mudanças mais profundas na estrutura do país. ;Aqueles que querem maior abertura cultural e política devem ter esperança em seus desejos;, disse Rouhani, citado pela agência de notícias Mehr. A declaração foi feita um dia depois de o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, defender que não descansará enquanto cidadãos norte-americanos continuarem detidos sem justa causa no Irã. Organizações internacionais pressionaram os negociadores do pacto nuclear para que garantias de respeito aos direitos humanos fossem incluídas no texto, mas o documento se restringe ao programa atômico.

O jornal The Washington Post, cujo correspondente Jason Rezain ; um iraniano-americano de 39 anos ; está preso há um ano à espera de julgamento, apresentou petição à Organização das Nações Unidas (ONU) ontem, por meio da qual solicita a libertação do repórter. Rezain e a mulher foram presos em 22 de julho de 2014, na residência do casal. Ela foi libertada, mas o jornalista segue detido, sob as acusações de espionagem, colaboração com governos hostis e propaganda contra o regime.
Enquanto líderes políticos se esforçam para ressaltar os aspectos positivos do acordo, descrito por Rouhani como motivo para ;júbilo e esperança de um futuro melhor e de um boom econômico;, a oposição ao pacto de Viena continua forte, dentro e fora do país. Um vídeo divulgado ontem pelo canal do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, mostra o lançamento de mísseis, acompanhado por um discurso do religioso que ameaça Israel. ;A segurança de Israel não será garantida se houver um acordo nuclear ou não;, afirma.

Alerta
Desavenças históricas e a postura provocativa de Teerã despertaram um sinal vermelho em Israel e em outros aliados do Ocidente na região. Na tentativa de tranquilizar líderes amigos, o secretário de Defesa americano, Ashton Carter, visitou Israel, Jordânia e Arábia Saudita nesta semana. Ontem, autoridades sauditas pediram ao chefe do Pentágono garantias de que o Irã não vai interferir em assuntos dos vizinhos. Um alto funcionário da Defesa americana, citado pela agência France-Presse, disse que Washington planeja cooperar com a formação e o treinamento das forças especiais, com a segurança informática e com a defesa antimísseis da região. Segundo Carter, ;o rei Salman da Arábia Saudita e o ministro reiteraram o apoio ao acordo nuclear iraniano;. O monarca deve visitar os Estados Unidos em setembro.


Coreia do Norte planeja lançamento de míssil

Um dia depois de o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte rejeitar qualquer interesse em um acordo nuclear nos moldes do assinado com Teerã, a agência de notícias sul-coreana Yonhap informou que o vizinho se prepara para lançar um míssil de longo alcance. Um oficial citado pela agência disse que o lançamento deve ocorrer em outubro. ;Achamos que a provocação acontecerá perto do aniversário de 70 anos (da fundação do partido comunista da Coreia do Norte);, comentou, sob condição de anonimato.



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