Brasília-DF

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por Denise Rothenburg » deniserothenburg.df@dabr.com.br
postado em 01/08/2015 00:00


Uma janela para Janot
Apontado como provável vencedor da eleição na próxima quarta-feira e, consequentemente, o nome a ser indicado por Dilma Rousseff para mais dois anos no cargo de procurador-geral da República, Rodrigo Janot terá um portal para a análise de seu nome no Senado. Há uma comitiva de senadores embarcando para a China, em missão oficial, de 17 a 31 de agosto. Se Renan Calheiros (PMDB-AL) liderar o grupo, conforme previsto, estará criada a janela de oportunidade para o vice-presidente Jorge Viana (PT-AC) promover a sabatina de Janot sem que Renan esteja presente. Ou seja, o presidente do Senado, para o bem ou para o mal, estaria longe da polêmica sobre o procurador-geral, que, aliás, estava ontem em todos os canais de tevê na ;pauta positiva;: a devolução dos recursos à Petrobras. Ainda que não seja reconduzido, está, hoje, muito bem perante a população.

Eduardo Cunha, simpatia quase amor
Não, leitor. Nada a ver com a presidente Dilma Rousseff. O presidente da Câmara pretende rever seu comportamento é com os próprios colegas no parlamento. Assim que retomar os trabalhos da Casa na segunda-feira, ele pretende reavivar seus laços com aqueles dos quais se afastou ao longo do semestre. Alguns, entretanto, são considerados perdidos, por exemplo, Marcelo Castro (PMDB-PI) e Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE).

Casa de ferreiro;
Começa a haver consenso na Casa para que a advogada Beatriz Catta Preta faça como seus antigos clientes e delate todos aqueles que a ameaçaram, ainda que as ameaças sejam veladas. Os parlamentares querem detalhes. Vai ser um problema. Ela pretende alegar que tudo é sigilo profissional.

O pomo da discórdia I
Desde que começaram os estudos para a transferência da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) do Ministério da Saúde para a órbita do Ministério das Cidades, a instituição virou motivo de uma queda de braço entre o PMDB e o PSD. O partido do ministro Gilberto Kassab torce pela mudança para indicar um novo presidente da fundação. Os peemedebistas não querem marola nessa área. Lá, o comandante é Henrique Pires, apadrinhado da legenda.

O pomo da discórdia II

Hoje, a Funasa cuida do saneamento, da drenagem e do esgotamento sanitário para os municípios de até 50 mil habitantes. Acima disso, esses serviços estão sob a tutela do Ministério das Cidades, via Caixa Econômica Federal (CEF). Os peemedebistas já fizeram chegar aos responsáveis pela coordenação política, leia-se Michel Temer, o comandante do próprio PMDB, que, se houver a transferência contra a vontade do partido, gostariam da permanência de Henrique Pires.

Tucanos no observatório
O PSDB não pretende entrar de imediato no movimento pela saída de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da presidência da Câmara. O deputado Marcus Pestana (PSDB-MG), no entanto, diz: ;Sejamos coerentes e pragmáticos: Dilma, Renan Calheiros, Eduardo Cunha e Aroldo Cedraz (presidente do TCU) se licenciam até que as coisas esclareçam. Será a República dos vices, ou então vamos à fonte original, o povo, o voto;, diz.

Enquanto isso, numa revista alemã;
A entrevista de Fernando Henrique Cardoso dizendo que Dilma Rousseff é uma pessoa honrada foi lida entre alguns aliados do governo como uma senha para o diálogo com a presidente, mas só com Dilma, não com o PT, muito menos com Lula.

O dilema de Hugo Motta I/ O presidente da CPI da Petrobras, Hugo Motta (PMDB-PB), que almoçou na quinta-feira com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, está numa saia justa. É que, aos pedidos de acareação entre Edinho Silva e Aloizio Mercadante com Ricardo Pessoa, e de Dilma Rousseff com Alberto Youssef, soma-se agora o de Eduardo Cunha e Júlio Camargo, o delator que disse ter pago US$ 5 milhões ao presidente da Câmara.

O dilema de Hugo Motta II/
O problema é que, se Motta põe para votar esses pedidos e não coloca o de Eduardo Cunha, ele fica mal com a oposição e com o PT. Se coloca os dos ministros de Dilma e da própria presidente, ele terá que, obrigatoriamente, colocar os demais. A tendência, por enquanto, é não sair nenhuma dessas acareações.

Assiduidade/ Dos 81 senadores, apenas cinco obtiveram 100% de presença nas sessões deliberativas do primeiro semestre: Delcídio Amaral (PT-MS), Flexa Ribeiro (PSDB-PA), José Antonio Reguffe (foto), do PDT-DF, Valdemir Moka (PMDB-MT) e Romário (PSB-RJ).Lua azul/ Algumas excelências comparavam a lua azul de ontem ; a segunda lua cheia no mesmo mês ; à oportunidade que o Brasil tem este ano de, ao menos, reduzir, e muito, a corrupção. A próxima lua azul será apenas em 2018, ano eleitoral.

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