Sr. Redator

Sr. Redator

postado em 01/08/2015 00:00


Agosto

O PLC 28/2015, aprovado na Câmara e depois pelo Senado, após ampla discussão em comissões das duas Casas, desde 2009, foi vetado pela presidente Dilma. Esse projeto visa à recomposição salarial dos servidores do Judiciário, que tiveram o último plano de cargos e salários em 2006, há nove anos. A inflação desse período foi de aproximadamente 67%, e o projeto vetado, caso fosse implementado, parcelaria essa diferença até 2017. Trata-se de recomposição, e não de aumento. Por isso, o Planalto pode se surpreender. Há forte tendência de o Congresso apoiar esses servidores e derrubar o veto. Como li na coluna ;Nas Entrelinhas;, do Correio, ;o Congresso vai pegar fogo em agosto;.
; Wellington de Araujo Moreira,
Samambaia

Poder

A revista americana Forbes insiste em classificar a presidente Dilma entre as personalidades mais poderosas do mundo (16; lugar). Sem dúvida, para se manter no poder, minada por tamanha bandalheira que corrompe o seu governo, só mesmo com poderes de um Superman, que, aliás, está em perigo de ser batido pelo Batman num filme americano que será lançado em 2016, com o título Batman versus Superman, para provar quem é mais forte.
; Elizio Nilo Caliman,
Lago Norte

Segurança

A reunião da presidente Dilma com os governadores, em busca de ajuda para tirar o país da crise, revela uma realidade chocante com relação às demandas palacianas na área da segurança pública. A presidente continua pessimamente assessorada com relação a esse catastrófico problema nacional. Priorizar a redução de homicídios, o deficit carcerário, o programa de segurança no trânsito e o Pronatec, sem antes reestruturar e modernizar todas as corporações policiais, é o mesmo que começar a construir uma casa pelo telhado.
; Pedro Romão de A. Neto,
Park Way

Honorários

A estranhíssima história dos episódios relacionados à advogada Beatriz Catta Preta, que renunciou à defesa de envolvidos na Lava-Jato e teria ;encerrado a carreira;, merece uma série de refle-xões e providências urgentes. Uma delas é a verdadeira caixa-preta e a desfaçatez em que se transformaram os honorários advocatícios oriundos do crime. É um verdadeiro deboche e escárnio à sociedade o fato de que determinados advogados recebam valores absolutamente incompatíveis às posses ou aos rendimentos de seus clientes, notadamente os criminosos, e todos façam ;ouvidos de mercador;. Até as pedras dos rios sabem que os valores envolvidos são frutos de atividades criminosas. Salvo, óbvio, as exceções, que nada terão a temer com a transparência. Urge que o Congresso Nacional não se intimide e atue com firmeza na elaboração de uma legislação dura a esse respeito, nos precisos termos do art. 133 da Constituição.
; Milton Córdova Junior,
Vicente Pires

Independência

Ministro do Supremo Tribunal Federal, além de ter notável saber jurídico e ilibada conduta moral (será?), deveria ser escolhido e nomeado pelo Poder Judiciário, sem perniciosa influência do Executivo e do Legislativo. Só com essa verdadeira independência exerceria com absoluta imparcialidade todos os direitos e deveres que lhe são conferidos pela Consti-tuição. Procurador-geral da República também deveria ser indicado e aprovado pelo Ministério Público. O Congresso tem urgentemente de aprovar uma PEC de autonomia real dos Poderes. Na contramão da história e do bom senso, atualmente, com a nociva influência do Executivo e do Legislativo, em que boa parte dos integrantes é investigada pelo STF, o único critério de escolha tem sido a provável garantia de assegurar a impunidade, numa afronta direta aos clamores das ruas.
; Renato Mendes Prestes,
Águas Claras


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