ARI CUNHA

ARI CUNHA

postado em 08/08/2015 00:00

Enem desnuda abismo entre ensino privado e público

Com a divulgação do resultado final do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2014), feito pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), mais uma vez fica constatado o enorme fosso que vai se abrindo entre as escolas públicas e as particulares ; 15.640 escolas participaram do exame, com 1.295.954 alunos inscritos. Vale ressaltar a irritação que causou ao governo Agnello o sucesso do Colégio Militar, também público. Desde as Olimpíadas de Matemática até os esportes.


Talvez para esconder esse abismo entre públicas e privadas é que o governo tem optado por divulgar o resultado sem o formato de ranking, sob o argumento de diminuir o impacto da comparação entre as escolas. De toda sorte, fica patente esse apartheid.


Se o Enem não é o único critério que pode mensurar a qualidade de uma escola, pelo menos sinaliza para as potencialidades de umas e as deficiências de outras, num parâmetro que pode não ter sentido de competição, mas que, com certeza, pode indicar caminhos que levem à superação da fase ruim vivida pelas escolas públicas em geral.
No Enem 2014, apenas 93 escolas públicas (10%) passaram a fazer parte da lista das mil escolas com as melhores notas. Uma característica que fica constatada no exame é que a qualidade do ensino tem também relação direta com a quantidade de alunos em cada escola, principalmente nas salas de aula. Assim, entre as 20 escolas consideradas bem posicionadas no certame, a maioria tem entre 14 e 67 estudantes, revelando tendência de concentrar em pequenas turmas apenas os alunos que demonstrem rendimento acima da média.


De todos os possíveis indicadores sobre a qualidade do ensino médio no país, fica demonstrado de forma cabal a insuficiência e a inadequação das escolas públicas aos novos tempos. O problema estrutural perpassa as escolas públicas de cima a baixo (com exceção do Colégio Militar), numa evidente constatação de que faltam ainda muitos elementos que precisam ser juntados num objetivo comum.


Perdidos no caminho, os sucessivos governos não têm estratégia perene e constante como as adotadas por países, como a Coreia do Sul, que anteviram que as políticas públicas voltadas para a educação são de longa duração e suprapartidárias.
Quando se fala de educação de qualidade não é preciso ir muito longe. Basta abrir os olhos e apurar os ouvidos e seguir a trilha já apontada por educadores brasileiros como Anísio Teixeira, Paulo Freire, Darcy Ribeiro, entre outros muitos anônimos que se dedicam sem a preocupação do reconhecimento público.

~A frase que foi pronunciada ;Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é;

Caetano Veloso

Estranho
; Até agora não deu para entender a falta de interesse do GDF no antigo Touring. No coração da cidade, o local poderia ser explorado com bons projetos para turbinar o caixa do governo. Falta criatividade.

Festa
; Hoje é dia de Templo Budista. Cada vez mais organizado e com menos orientais trabalhando, a quermesse angaria alimentos para projetos sociais. Lembre-se de levar um quilo, porque vale como ingresso.

Outra
; Pedalada do bem hoje. Nos festejos dos 55 anos do Lago Sul, um passeio ciclístico pelas ruas da região administrativa vai reunir os moradores. Começa às 9h, e a partida é da QI 11. Todo o trajeto será o feito pelas ciclofaixas, com apoio do Departamento de Estradas de Rodagens (DER) e do Batalhão de Polícia Rio Branco.

Visita
; Luiza Francesconi está de passagem na cidade. Com a agenda cheia, ainda encontra tempo para dar aulas de canto. É por pouco tempo. A Escola de Música tem os contatos.

Crítica internacional
; Panelaço é ridicularizado pela imprensa internacional. Com protestos mais maduros e efetivos, a opinião é de que o brasileiro não sabe como mudar o país.

Facebook
; Felizes posam para a foto mostrando a credencial do Palácio do Planalto. Orlando Brito com o documento 001, André Dusek, 007 e Lula Marques, 005.

História de Brasília

Houve quem noticiasse que diversos oficiais da Aeronáutica, ligados ao sr. Carlos Lacerda, estariam dispostos a devolver suas condecorações em sinal de protesto contra a Ordem do Cruzeiro do Sul cedida a Guevara. Mas ninguém experimentou. (Publicado em 22/8/1961)

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