Pouco descanso para tanta pressão

Pouco descanso para tanta pressão

postado em 17/08/2015 00:00
O histórico vencedor do vôlei brasileiro popularizou a modalidade no país e, consequentemente, acostumou ;mal; a torcida. A expectativa por medalha é sempre alta. Logo, a cobrança também. Os ingressos colocados à venda por meio de sorteio para a final masculina do vôlei no Rio-2016 foram os mais requisitados dentro do Brasil e esgotaram ainda na primeira leva de comercialização.

Diante deste cenário ; e do aprendizado que o Mundial de futebol deixou ;, o preparo psicológico das equipes é motivo de atenção. Tanto que o líbero Serginho foi requisitado a voltar, mesmo depois de ter anunciado a aposentadoria da Seleção. Aos 39 anos, além da técnica, ele leva, principalmente, experiência ao grupo.

Não é só Serginho. Todo o grupo terá de correr para chegar inteiro nas Olimpíadas. Folga, certamente, os jogadores não terão. O calendário, na realidade, preocupa pelo motivo contrário. Os atletas tiveram duas semanas de intervalo entre o fim da temporada da Superliga ou das competições no exterior e os treinos com a Seleção. Nesse ritmo, os rostos mais conhecidos por defenderem a camisa do Brasil chegam a emendar anos sem férias.

Passados Pan, Liga Mundial e Grand Prix, o próximo evento internacional entre seleções é a Copa do Mundo, neste mês para as meninas e no próximo para os rapazes. O Brasil, porém, não participará por determinação da Federação Internacional (FIVB).

Para compensar a ausência, a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) pretende levar as seleções para jogar amistosos fora, no fim do mês. A equipe masculina tem os adversários confirmados: Estados Unidos, Canadá e França. Dessa forma, o retorno para os clubes deve ocorrer no fim de setembro, próximo ao início de mais uma temporada da liga nacional. Atletas de times paulistas enfrentam correria ainda maior, pois voltarão aos clubes já nas fases decisivas dos torneios estaduais.

A exigência de tamanha dedicação deixa uma pulga atrás da orelha em relação à recuperação física dos atletas, ao mesmo tempo que desperta um alerta quanto ao número de lesões acumuladas. ;O jogador não se apresenta na Seleção em um momento ideal. Os times fazem um trabalho para que o elenco esteja no ápice no fim da temporada e é natural que tenha uma queda depois disso;, explica o técnico do Sesi-SP, Marcos Pacheco. Detalhe: depois da próxima Superliga, o compromisso já são as Olimpíadas do Rio.

Favoritismo americano
O país que domina as Olimpíadas há uma década ; com exceção dos Jogos de Pequim-2008, quando ficou atrás da China ; nunca conquistou o ouro no vôlei feminino. Agora, sob o comando de Karch Kiraly, os Estados Unidos vêm com tudo para tirar o atraso e tentar acabar com a hegemonia das meninas do Brasil, que buscam o tricampeonato olímpico. Para Zé Roberto, inclusive, as americanas ;já são finalistas; em 2016.

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