Brasília no alto do pódio

Brasília no alto do pódio

postado em 24/08/2015 00:00
 (foto: Carlos Moura/CB/D.A Press
)
(foto: Carlos Moura/CB/D.A Press )

Quando se trata de esportes paralímpicos, Brasília é potência. Dos 17 paratletas da capital convocados para os Jogos Parapan-Americanos de Toronto, 14 subiram ao pódio. Ao todo, foram 19 medalhas ; 13 ouros, três pratas e três bronzes ; trazidas pelos competidores da cidade.

No tênis de mesa, houve até pódio triplo: ouro, prata e bronze, um feito histórico na modalidade, que nunca havia registrado os três primeiros lugares para brasileiros em Parapans. ;No tênis de mesa, somos claramente respeitados em nível mundial. Ninguém joga com a gente sem dar o máximo;, assegura o mesa-tenista Ronaldo de Souza, 38 anos, que voltou a Brasília com um ouro e uma prata. De fato, todos os cinco mesa-tenistas da cidade convocados para o evento voltaram com medalhas.

Há 17 anos na Seleção, o veterano entre os competidores da modalidade, Iranildo Espíndola, também fez história ao se tornar o maior ganhador de Parapan-Americanos no esporte, com 10 ouros conquistados nas oito participações. Com uma bagagem de três Paralimpíadas, ele já está classificado para a quarta, no Rio, ano que vem, graças ao ouro individual em Toronto.

Ser campeão, porém, exige treinamento intenso e trabalho árduo. Os paratletas não tiveram nem uma semana de descanso após os Jogos e já voltaram às atividades diárias. ;Quero me preparar um pouco melhor, trabalhar mais a força mental, ter mais foco, pois vou precisar disso para conseguir a vaga olímpica;, aponta o caçula da equipe de tênis de mesa, Guilherme da Costa. Aos 23 anos, ele voltou da segunda participação em Parapans com um ouro e um bronze.

Não só no tênis de mesa Brasília se destaca no cenário internacional. A saltadora em distância de Samambaia Adriele de Moraes ; única brasileira convocada para a categoria T20 (deficientes intelectuais) dos Jogos Parapan-Americanos deste ano ; é a número um das Américas e a quinta melhor do mundo na categoria. Logo na primeira participação no torneio continental, a jovem de 23 anos faturou o ouro.

Já no tênis em cadeira de rodas, quem fez história foi Natalia Mayara, 21 anos, que voltou com dois ouros ; um no individual e outro em dupla, conquistado ao lado da parceira, também candanga, Rejane Cândida. Assim, tornou-se a primeira brasileira a ficar com a primeira colocação no individual. Primeira brasiliense a disputar uma Paralimpíada, em 2012, ela tem vaga assegurada nos Jogos do Rio. ;Desta vez, não vou só para participar, vou em busca do pódio, diz.

O Brasil encerrou a participação no evento em primeiro lugar no quadro de medalhas: 257 pódios no total, com 109 ouros, 74 pratas e 74 bronzes.

Tags

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação