Receita para uma gestão de qualidade

Receita para uma gestão de qualidade

postado em 24/08/2015 00:00
Apesar das divergentes explicações para a escassa quantidade de ex-atletas na presidência de confederações, esportistas que viraram cartolas concordam que a experiência prática na modalidade e o conhecimento acadêmico formam o ingrediente perfeito para uma gestão de qualidade. Por isso, uma das soluções apontadas por eles é a composição da equipe que acompanha o presidente. Nesse momento, o candidato eleito tem a chance de buscar profissionais de diferentes áreas, inclusive ex-atletas, para conduzir o mandato.

;É importante conhecer a modalidade, se for ex-atleta, melhor ainda, mas não adianta ser ex-atleta e não ter conhecimento (acadêmico), porque a prestação de contas é pesada;, crava Emilio Strapasson, presidente da Confederação Brasileira de Desportos no Gelo.

Na opinião do professor Paulo Henrique Azevêdo, da AbraGEsp, o desconhecimento da área, por parte de ex-atletas, é usado contra eles por opositores. Assim, os eleitores tendem a querer advogados, economistas e administradores no comando das confederações por acreditarem que esses profissionais reúnem condições melhores de resolver questões burocráticas.

A fim de tentar reverter essa realidade, uma equipe de professores da Universidade de Brasília criou um projeto de capacitação em gestão esportiva para atletas de alto rendimento. É o primeiro curso técnico da área voltada exclusivamente a esse público. Para se adequarem à rotina de viagens e treinos, as aulas serão ministradas a distância e terão 2 anos de duração. A demanda partiu do Ministério do Esporte, e atenderá, inicialmente, 8 mil atletas.

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