Desenho incompleto

Desenho incompleto

postado em 03/09/2015 00:00
O governo ainda não fechou o desenho da reforma administrativa, anunciada na semana passada, e que culminará com o corte de 10 pastas. O cenário mais provável até o momento é a perda de status de ministério de algumas pastas, como a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), a Secretaria de Relações Institucionais, a Controladoria-Geral da União (CGU), a Advocacia-Geral da União, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e o Banco Central.

Além disso, está prevista a incorporação do Ministério da Pesca ao Ministério da Agricultura; da Secretaria dos Portos e de Aviação Civil ao Ministério dos Transportes; e do Ministério da Micro e Pequena Empresa ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

A ideia é poupar os ministérios das chamadas áreas sociais e de direitos de minoria ; Igualdade Racial, Direitos Humanos e Política para Mulheres, por exemplo ; para não comprar briga com os movimentos populares que, embora contrariados com a política econômica do governo, defendem a presidente Dilma Rousseff.

Mesmo sem confirmação oficial, as especulações já geraram reações. O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, mandou recados ao Planalto avisando que a perda de status de ministro abriria espaço para diversas ações, em primeira instância, contra o guardião da moeda.

Já o sindicato que representa os servidores da Controladoria-Geral da União teme que a perda de status de Ministério da CGU diminua a força da pasta no combate à corrupção, sobretudo nas investigações feitas em contratos e projetos implementados pelas prefeituras. (PTL)

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