Vetos adiados

Vetos adiados

Marcella Fernandes
postado em 03/09/2015 00:00

A fim de evitar mais gastos para o governo, a base se mobilizou para adiar mais uma vez a sessão que analisaria vetos presidenciais. Por falta de quórum, os trabalhos foram encerrados pelo deputado Waldir Maranhão (PP-MA), que presidia a reunião, após pouco mais de uma hora de bate-boca entre os congressistas. Dos 26 vetos, os que mais preocupam o Palácio do Planalto são o que evita o reajuste de até 78% para os servidores do Judiciário e outras duas propostas referentes à Previdência.

De acordo com o Ministério do Planejamento, o reajuste geraria uma despesa de R$ 25,7 bilhões até 2018. Já a aplicação dos índices de correção do salário mínimo aos benefícios previdenciários teria um impacto anual de
R$ 9,2 bilhões e a derrubada do veto que torna mais flexível o fator previdenciário custaria R$ 40,6 bilhões 10 dez anos. A estratégia do PT é continuar a adiar a questão até garantir maioria. ;É preciso parar com a disputa política, pelo bem do país;, defendeu o deputado Silvio Costa (PSC-PE).

Após ser procurado por um grupo de mais de 10 parlamentares de partidos da oposição e do próprio PMDB, o presidente do Congresso, Renan Calheiros, prometeu convocar uma nova sessão para a próxima semana. De acordo com o deputado Danilo Forte (PMDB-CE), ele também se comprometeu em apurar possíveis irregularidades, como o fato de Maranhão ter encerrado a sessão antes de abrir o painel de votação. ;Ele atropelou o regimento;, criticou.

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