Consumidor prejudicado

Consumidor prejudicado

postado em 03/09/2015 00:00

A despeito de o Banco Central ter mantido as taxas de juros inalteradas, os consumidores devem se preparar para novo aumento nos encargos cobrados pelos bancos nos empréstimos e financiamentos. Há um temor generalizado entre as instituições financeiras com o aumento dos calotes, devido à disparada do desemprego.

Os juros aos consumidores estão subindo de forma veloz. Em julho, conforme o BC, a taxa média para as pessoas físicas atingiu 59,5% ao ano, a maior da série histórica iniciada em 2011. No cartão de crédito, os encargos cravaram 395% anuais, também sem precedentes no levantamento do BC. Os juros do cheque especial, por sua vez, ficaram em 246% ao ano, o nível mais elevado em 20 anos.

Os consumidores devem se preparar, avisou a economista Alessandra Ribeiro, da Consultoria Tendências. ;Os juros continuarão subindo porque o risco de inadimplência aumentou;, destacou. Ela ressaltou que as taxas futuras de juros, que servem de parâmetro para o custo do crédito, também apontaram elevação diante do momento complicado que o país vive. E os bancos não deixarão de repassar os custos à clientela.

Os calotes já deram um salto nos últimos meses e, caso o desemprego realmente suba dos atuais 8% para 10%, muita gente deixará de honrar seus compromissos em dia. Pelos cálculos da Confederação Nacional do Comércio (CNC), 63% das famílias têm algum tipo de dívida. (RH).

"Os juros continuarão subindo porque o risco de inadimplência
aumentou. Os bancos repassarão todos os custos à clientela;


Alessandra Ribeiro,

economista da Tendências Consultoria

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