Protesto em audiência do caso Gray

Protesto em audiência do caso Gray

postado em 03/09/2015 00:00
 (foto: Chip Somodevilla/Getty Images/AFP)
(foto: Chip Somodevilla/Getty Images/AFP)



O início das audiências sobre o caso do jovem negro Freddie Gray, morto em abril em decorrência de ferimentos contraídos sob custódia policial na cidade de Baltimore, foi marcado pela pressão de manifestantes. Segundo o jornal The Baltimore Sun, ativistas que pediam a responsabilização dos seis policiais indiciados se reuniram diante da corte de Baltimore e ao menos uma pessoa foi presa. Em meio à mobilização, o juiz Barry William rejeitou uma moção que pedia a retirada das acusações contra os agentes de segurança e determinou que eles enfrentem o julgamento separadamente.

Gray, 25 anos, morreu uma semana depois de ter sido abordado pela polícia de Baltimore. Ele foi hospitalizado com graves ferimentos no pescoço, possivelmente contraídos enquanto era transportado, em 12 abril, para uma delegacia. O caso despertou protestos intensos na região e entrou para o debate sobre discriminação e excesso das forças de segurança contra a comunidade negra nos Estados Unidos.

Autoridades temiam que os distúrbios se repetissem com o início das audiências. Segundo a imprensa local, os manifestantes se mantiveram reunidos em frente ao tribunal durante toda a tarde. Pela manhã, um rapaz foi preso e acusado de ter agredido um policial enquanto agentes de segurança tentavam impedir que ativistas atrapalhassem o tráfego de veículos. Apesar do incidente, a prefeita de Baltimore, Rawlings-Blak, ressaltou que os protestos foram ;pacíficos;.

Indiciados por diversos crimes, incluindo homicídio, os seis policiais envolvidos na morte de Gray ; três brancos e três negros ; não se apresentaram à Corte para o início das audiências e foram representados por advogados. Andre Graham, defesa dos agentes de segurança, chegou a pedir a retirada das acusações e o afastamento da promotora de justiça Marilyn Mosby sob a alegação de que ela violou protocolos de conduta ao se pronunciar sobre o caso e sugerir que os acusados eram culpados pela morte do jovem negro.

;Ela encorajou o público a clamar por ;justiça, sem paz;;, argumentou Graham, em referência a uma das frases entoadas por manifestantes pró-direitos civis. Com a rejeição da moção apresentada pela defesa, os julgamentos devem prosseguir conforme o cronograma inicial.

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