Pequena que satisfaz

Pequena que satisfaz

Com motor de um cilindro que fornece 44cv e formas agressivas, a moto da marca austríaca é compacta, divertida na pilotagem e tem desempenho de modelo maior

» Téo Mascarenhas Enviado especial
postado em 03/09/2015 00:00
 (foto: Renato Duraes/KTM/Divulgação)
(foto: Renato Duraes/KTM/Divulgação)


Nova Odessa (SP) ; A austríaca KTM, oficialmente no Brasil e associada à Dafra, é montada em Manaus, com peças nacionais e indianas. O modelo 390 Duke que chega aos concessionários por R$ 21.990, é uma pequena naked, porém, tem desempenho comparado a modelos maiores, além de um comportamento esportivo mais evidente, característico da marca, que tem como lema a frase Ready to race (pronta para competir). As dimensões propositalmente compactas permitem extrema agilidade e facilidade na condução, proporcionando uma pilotagem divertida e prazerosa.
Um dos responsáveis por essa proeza é o quadro, em tubos de aço, com arquitetura em treliça. É o mesmo que equipa a irmã menor, a Duke 200, que também já tem passaporte carimbado para o mercado nacional. A distância entre-eixos, por exemplo, é de apenas 1.367mm, quase a mesma do modelo Yamaha Fazer 150, com 1.330mm, que permite mudanças de direção com precisão e rapidez. Para tanto, também contribuem as rodas de liga leve, com aros de 17 polegadas, como nas esportivas, além de uma posição de pilotagem que deixa o corpo um pouco mais para frente.


Propulsor

Outro fator decisivo nas formas reduzidas é o motor. Com apenas um cilindro, permite economia nas dimensões. Entretanto, o propulsor de 375cm;, com apenas 36kg de peso, duplo comando de válvulas e pistão forjado, fornece vigorosos 44cv a 9.500rpm e torque de 3,56kgfm a 7.250rpm. Musculatura que permite acelerações mais fortes e, principalmente, retomadas mais rápidas, que se traduzem em sorriso debaixo do capacete. Contudo, o único cilindro provoca efeitos colaterais. O nível de vibração é alto e incomoda em pilotagem mais demorada.
Esse mesmo motor também vai equipar outro lançamento da marca ainda este ano: a irmã esportiva e carenada RC 390, esquentando o segmento na faixa entre 300cm; e 400cm;. A Duke 390 também conta com suspensões que acompanham o pacote agressivo. Na dianteira, garfo invertido White Power, com 150mm de curso e tubos de 43mm de diâmetro. Na traseira, único amortecedor, também White Power, ligado diretamente à balança, igualmente com 150mm de curso, em uma regulagem que permite encarar curvas com confiança, sem perder o conforto em baixas velocidades.


Visual

As formas são mais vincadas e menos arredondadas, com destaque para o farol quase vertical e conjunto traseiro curto, estreito e leve, com lâmpadas de LED. O painel segue a receita em um único e grande bloco digital, que acaba misturando as informações, dificultando a leitura. Entretanto, conta com a luzinha shift light, que ilumina na hora correta de trocar as marchas, na faixa de giros em que o motor apresenta maior desempenho, facilitando a pilotagem. Ajuda também o guidão mais largo, o banco em dois níveis a apenas 800mm do chão.
E se o motor empurra muito, os freios garantem a parada. Na dianteira, um disco de 300mm com pinça ByBre, subsidiária Brembo, de quatro pistões e fixação radial, que transmite confiança e precisão. Na traseira, um disco de 230mm, que cumpre tabela. O conjunto conta com o sistema ABS que pode ser desligado para uma condução radical, estilo supermoto. O tanque de combustível comporta 11 litros e o peso a seco do modelo é de apenas 139kg, o que determina uma boa relação peso x potência para sua categoria, de 3,16kg para cada cavalo.

O jornalista viajou a convite da KTM

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