Brasília-DF

Brasília-DF

por Denise Rothenburg » deniserothenburg.df@dabr.com.br
postado em 12/09/2015 00:00
 (foto: José Varella/CB/D.A Press - 14/5/03)
(foto: José Varella/CB/D.A Press - 14/5/03)


Duas ações,
um objetivo

Em todas as conversas pró-impeachment até a última quarta-feira, os interessados revelavam preocupações com o fato de, no caso de um afastamento de Dilma Rousseff, o ex-presidente Lula tomasse as ruas com um discurso consistente de golpe contra o PT.

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Agora, com a perspectiva de investigação contra o ex-presidente, esse cenário muda e dá novo fôlego aos agentes políticos engajados no projeto de afastar Dilma. Na hipótese de Lula ser investigado, não só o grupo acredita que fica mais fácil derrubar Dilma, como também torna mais difícil o PT voltar ao poder.

E os petistas querem reforma

O ex-líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (RS), não mede as palavras apra pedir à presidente que acelere as mudanças: ;Se dependesse da minha vontade, era agora acelerar a reforma ministerial, incluir o Lula e esclarecer à população o que está em jogo. Uma parte da oposição está num movimento claro de golpismo. Não há denúncia contra Lula, e a oposição incentiva um movimento claro de criminalização do presidente mais popular que o país já teve;.

Tarde demais

A conversa de Dilma com seus opositores, como a que ocorreu na quinta-feira com o ex-candidato a presidente Pastor Everaldo e o deputado André Moura do PSC, deveria ter sido em janeiro. Agora, com o processo de impeachment quase na boca do plenário, foi tudo em vão.

Dupla nada dinâmica
Quem tem acompanhado todas as conversas políticas da presidente Dilma é Giles Carriconde. Há quem diga que o efeito tem sido zero. Os parlamentares não vêem Giles como alguém ;do ramo;, capaz de convencer os políticos a apoiarem o governo.

Por falar em Dilma;
Na festa de filiaçao do deputado Danilo forte ontem em Fortaleza, o presidente do PSB, Carlos Siqueira, falava para quem quisesse ouvir: ;Vivemos um período de incertezas, mas uma nós temos: A responsável por essa crise econômica que está aí é a presidente da República. O próprio partido dela vai defendê-la, atacando o ajuste fiscal, com um discurso contraditório. Ela está colhendo o que plantou;.

Delúbio & cia
Depois de condenados na ação penal 470, 36 réus do mensalão estão desde 2007 respondendo por improbidade administrativa, ainda dentro do episódio do mensalão. Os processos estão parados há três anos e agora os procuradores voltaram a colocar uma lupa ali.

O jogo virou I/ O PSol perdeu a vantagem na categoria ;melhores deputados do ano; do Prêmio Congresso em Foco. Eduardo Bolsonaro (PSC-SP), que estava em 4; lugar na primeira parcial, conseguiu ultrapassar Chico Alencar (PSol-RJ), que encabeçava a votação, e agora encontra-se na 3; posição.

O jogo virou II/
Bolsonaro, o filho, um dos parlamentares mais engajados no movimento ;pró-impeachtment;, conta com 13 mil votos e está em primeiro lugar também em todas as categorias especiais do prêmio. Há quem diga que ele herdou os votos do pai, que não pôde participar da premiação por ter responder a inquérito no Supremo Tribunal Federal.

Eunício na ribalta/ O governo continua morrendo de amores pelo líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (foto). O senador é hoje quem a presidente considera capaz de fazer a ponte entre o governo e o PMDB, até porque está fora dessa confusão da Lava-Jato.

Por falar em PMDB;/ A turma do PP acredita que a delação premiada de Fernando Soares, o Fernando Baiano, jogará luz sobre celebridades peemedebistas deixando os pepistas na penumbra. Um deputado para lá de observador comentava: ;Deve ser difícil ter que contar com a desgraça do outro para ver se esquecem a sua;;

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