Sr. Redator

Sr. Redator

postado em 12/09/2015 00:00
Figurino
Não é exagero supor que grande parte dos parlamentares, principalmente daqueles que compõem o baixo clero, pouco ou nada têm a fazer. Não há palavras para qualificar a iniciativa de uma deputada de apresentar projeto que define o figurino das mulheres que trabalham no parlamento. É inequívoca expressão da ;falta do que fazer;. Não são os trajes que determinam a competência, a capacidade, a eficiência e o profissionalismo de uma pessoa. As atitudes dela no dia a dia do trabalho são os principais indicadores. Também não é a roupa que sinaliza o grau de integridade do cidadão. Tomo como parâmetro um dos títulos que tipificam a corrupção ; crime do colarinho branco. A exigência proposta pela parlamentar não combina inclusive com o ensaio sensual que publicou na internet. O decoro dos servidores e dos parlamentares não se mede pela roupa. Se diferente fosse, não haveria tantos parlamentares prestes tirar férias forçadas de privação de liberdade por decisão judicial.
; Zulmira Quinte,
Park Way

; Os antigos tribunais proibiam a entrada de mulheres no âmbito do plenário, quando dos julgamentos, vestidas com calças ou saias justas e curtas. Em Fortaleza, para ingressar no Cine São Luiz só era permitido ao homem trajar paletó e gravata; à mulher, só com vestido completo abaixo do joelho. Em Sobral, havia discriminação até em cemitério. Em Brasília, houve um caso interessante: um candidato ao concurso para juiz foi impedido de fazer a prova oral porque estava de bermuda. Ao argumentar que viera do Rio de Janeiro e lá era comum aquela vestimenta, revogaram a ordem. O caso das servidoras da Câmara dos Deputado de serem proibidas de trabalhar com minissaias e decotes lembra esses casos e uma decisão do governo francês sobre o uso da cobertura na cabeça pelas mulheres mulçumanas (burca). Essas minissaias e decotes deixam as mulheres mais à vontade e felizes no local de trabalho, retratando a beleza e a dignidade. A proibição é pura inveja.
; José Lineu de Freitas,
Asa Sul

Tributos
Não me conformo com a possibilidade de ter a carga tributária aumentada para sanar o rombo das contas públicas do governo federal. A avalanche de desvios, fraudes, propinas ; enfim, não importa a faceta da corrupção ; precisa ser estancada. Cada grande escândalo que vem à tona mostra que o dinheiro público é drenado para multiplos interesses, mas nenhum que contemple os cidadãos trabalhadores que suam a camisa para recolher a parte que lhe cabe ao Fisco. O buraco no orçamento, com profundidade de R$ 30,5 bilhões (valor envolto em controvérsias), não representa nenhuma novidade ao governo. Mesmo sabendo que as contas não fechariam, a presidente Dilma sancionou aumento do Fundo Pardiário, que passou de R$ 289,5 milhões para R$ 867,5 milhões. Pra que tanto dinheiro para partidos políticos.? Eles que se virem para financiar a mentirada que veiculam para os eleitores. Peçam contribuição dos associados. Estamos cansados de pagar a conta dos outros. Mais imposto não dá para suportar.
; Joana Vieira,
Asa Sul

; O Correio (19/9, pág. 19) dá conta que ;Calote volta a rondar o Buriti;, diante do atraso do pagamento de benefícios aos servidores. Passados nove meses de governo, não dá mais para o governador Rodrigo Rollemberg responsabilizar o antecesso pela crise finaceira. A pouco mais de três meses de completar um ano de mandato, RR tem que mudar o discurso, reconhecer que sua administração não se mostra tão eficiente quanto pretendia e dar um jeito de pagar os direitos dos servidores. Agora, a crise não é mais responsabilidade de Agnelo. Nos primeiros meses, todos compreenderam que ele recebeu um triste legado. Mas já deu. Como servidora do GDF, quero receber o que tenho direito. Recuso-me a aceitar mais sacrifícios. A crise, como um todo, tem nos punido severamente, a começar pelos aumentos de tarifas e dos alimentos.
; Madalena Albuquerque,
Taguatinga

Construtoras
A Promotoria de Defesa do Consumidor precisa, com urgência, averiguar o que vem ocorrendo com as construtoras da cidade. De acordo com os contratos, o consumidor deve ser indenizado por atraso na entrega dos imóveis. As empresas reconhecem o direito do comprador. Chegam a calcular o quanto é devido, mas se recusam a pagar do débito e recomendam que o cliente recorra à Justiça para buscar seu direito. A atitude chega a ser ofensiva, mas faz parte da estratégia das empresas para ganhar tempo e, assim, ganhar com aplicações financeiras em vez de ressarcir quem arcou com ônus pelo adiamento da conclusão da obra. É vergonhoso e aviltante o comportamento das grandes construtoras do DF, sem contar que sobrecarregam o Judiciário, pois têm convicção, levando em conta o contrato firmado, que não terão chance de vitória na barra do tribunal.
; Maria do Carmo Andrade,
Taguatinga

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