Setores em queda

Setores em queda

postado em 12/09/2015 00:00
A retração na economia do Distrito Federal afetou praticamente todos os setores produtivos locais ; comércio, indústria, agropecuária e serviços de uma forma geral. A queda mais significativa foi na agropecuária (-15,7%). Embora o setor represente pouco na composição do Produto Interno Bruto local ; apenas 0,3% ;, a diminuição da safra assustou produtores. ;A culpa foi do veranico. A seca foi muito brava. As áreas plantadas não diminuíram, o que caiu foi produtividade;, explica Renato Simplício, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Distrito Federal (Fape-DF). ;Mesmo com um 2015 ruim, os produtores rurais não vão diminuir área plantada, nem vão desanimar;, acredita.

Outro setor em queda foi o de serviços, responsável por 94% da composição do PIB local ; inclui-se aqui a administração pública. O retrocesso foi de 1% em relação ao mesmo período do ano passado. Embora pareça uma porcentagem baixa, o impacto é grande dado à importância do segmento na estrutura econômica. A intermediação financeira, que compõe o segmento de serviços, foi um dos itens que diminuíram no primeiro semestre de 2015. A queda foi de 6,7%. ;A diminuição do crédito e dos empréstimos no DF repercutiu neste segmento;, analisa Bruno de Oliveira Cruz, diretor de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas da Codeplan.

Na indústria, a queda foi de 3,1% no semestre, menor que o índice nacional (-5,2%). A diminuição da atividade de construção civil e da indústria de transformação puxaram o índice para baixo. ;A construção civil é um setor mais sensível a movimentos econômicos negativos. A nossa esperança vem com a retomada de algumas obras públicas;, afirma Jamal Bittar, da Fibra.
O chefe de gabinete da Secretaria de Planejamento local, Leonardo Jordão, explica que o governo traça um mapa estratégico para estimular a economia, mas ainda não há nenhuma medida em concreto. Jordão também afirma que os próximos anos serão de austeridade. ;Essa gestão pegou um governo com um deficit alto. Por isso, estamos adotando uma série de medidas para reduzir gastos e dar saltos de desenvolvimento;, justifica.

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