Pequenos exploradores

Pequenos exploradores

Por Paloma Oliveto
postado em 12/09/2015 00:00
 (foto: Francois Lenoir/Reuters - 29/11/11 )
(foto: Francois Lenoir/Reuters - 29/11/11 )
Eu gosto muito de bichos. Até de insetos. Claro que alguns dão um pouco de medo... Mas observá-los na natureza é tão interessante que, às vezes, fico horas e horas vendo as aranhas fabricarem suas teias, os tatuzinhos cavarem buracos na terra, as lesmas se arrastarem preguiçosamente pelo jardim. Também sou apaixonada por pássaros, peixes, mamíferos... Gosto de olhar, chegar perto e, nos que deixam, fazer um afago. Ando preocupada com todos eles. Muitos estão ameaçados de extinção porque perderam seu hábitat. Outros, devido à caça ilegal. Será que tem jeito? Acho que sim! Eu mesma estou muito comprometida a fazer minha parte e prometo que nunca mais piso numa formiguinha!


Pesquisa de Brasília

É impossível viver sem oxigênio. Certo ou errado? Errado! Alguns animais conseguem ficar até semanas sem esse elemento tão importante para a vida. Ninguém sabia como isso acontecia, até que cientistas da Universidade de Brasília (UnB) encontraram a explicação. Eles analisaram 83 espécies dos filos cordados, artrópodes, tardigrada, anelídeos, moluscos e cnidários (filo é uma divisão do reino animal). Os pesquisadores descobriram que uma reação química que acontece no organismo desses bichos permite que sobrevivam sem oxigênio. O trabalho é muito importante e será publicado em uma revista científica internacional. Agora, os pesquisadores do Departamento de Biologia Celular vão estudar um sapo da caatinga que vive meses sem comer nem beber nada, e os mexilhões (foto), que sobrevivem à falta de oxigênio quando a maré está baixa.


Curiosidade

Você sabe do que é feito o chiclete? De polietileno, mesmo material usado na produção de garrafas e sacolas plásticas. É ele quem faz a goma esticar. Nas fábricas de guloseimas, os químicos colocam aromatizantes e adoçantes artificiais dentro da goma: assim, o sabor sai mais devagar, fazendo o gosto durar mais tempo. Quando mastigamos, eles dissolvem na saliva, espalhando-se pela língua. Hum! No fim, essas substâncias descem pela garganta e o gostinho bom fica só na memória.


Salve, Cerrado!


Ontem foi o Dia do Cerrado, um dos cinco biomas brasileiros, com Amazônia, Caatinga, Mata Atlântica e Pantanal. A região ocupa ; do território nacional e é lar de 330 mil espécies de plantas e animais. Segundo a organização não governamental WWF, ele abriga 837 espécies de aves, 120 de répteis, 150 de anfíbios, 1,2 mil de peixes, 90 mil de insetos e 199 tipos de mamíferos. Juntando tudo, dá quase 5% de todas espécies no mundo e 30% da biodiversidade do Brasil. Mas, hoje, menos de 10% do Cerrado estão dentro de Unidades de Conservação, o que coloca em risco a existência de diversos animais. A ONG lembra que, além da diminuição das áreas naturais, a caça ilegal, os incêndios e as queimadas são as principais ameaças à sobrevivência da fauna. Entre os mamíferos que correm risco, estão o lobo-guará (foto), a onça-pintada, o tamanduá-bandeira, a anta e o tatu-canastra.


Dicas da Bertha


Leia

Conheça tudo sobre os animais ameaçados de extinção no Livro vermelho das crianças, uma publicação do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict). Ele foi ilustrado com desenhos de 76 crianças de diversas regiões e reúne histórias de 50 bichos que correm o risco de desaparecer, como o tamanduá-bandeira e o peixe-boi-da-amazônia. Você pode baixá-lo neste site: livroaberto.ibict.br/handle/1/1056. Mas, se preferir a versão impressa, aguarde. Na semana que vem, vou organizar um sorteio aqui!

Visite

Em comemoração ao Dia do Cerrado, a Embrapa Cerrados organizou uma exposição sobre o bioma no 3; piso do shopping Conjunto Nacional. Um dos destaques é a coleção de insetos da região. Hoje e amanhã, das 10h às 17h. Entrada gratuita.


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