Brasília-DF

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postado em 13/09/2015 00:00

Vai que...
Apesar do barulho e da pressa de uma parcela do PMDB, do DEM e de um grupo do PSDB, a maioria dos partidos pretende ir devagar com qualquer processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. Embora haja um consenso de que ela perdeu as condições de governabilidade, muitos preferem esperar um pouco mais, para ver o que vai sair da delação premiada de Fernando Baiano, tido por muitos como o operador de setores do PMDB na Petrobras. Se ele comprometer o partido de Michel Temer, o vento pode mudar.

Miopia
Enquanto isso, Dilma terá mais um tempinho para tentar reaglutinar forças. O problema é que, até aqui, ela mirou no canto errado. Não será no PSC do Pastor Everaldo, aliado de Eduardo Cunha, que essa sustentabilidade virá.

Defesa...
Os líderes do governo aconselharam a presidente Dilma Rousseff a fechar a base em torno dos 257 votos, quem sabe chegar a 270. É o número considerado necessário para tentar escapar da abertura de um processo de impeachment no plenário da Câmara, onde são necessários 374 votos para o sucesso da oposição.

...E ataque
O grupo fechado com o impeachment acredita ter encontrado o combustível capaz de atingir esse número: Primeiro, como já foi divulgado há semanas, planeja aprovar por maioria simples dos presentes em plenário o desarquivamento de um pedido de impeachment que tinha sido arquivado. Assim, o clima contrário à presidente estará criado para dar os votos necessários à abertura de processo.

A trava da reforma
Dilma está com dificuldades para atrair gente de peso para a estrutura ministerial em gestação e não pode prescindir daqueles aliados que ainda restam.

Cronograma, não
Nas conversas reservadas do grupo pró-impeachment, os tucanos sugeriram um cronograma de datas para levar a abertura de processo ao plenário. Os peemedebistas rejeitaram a proposta. Embora tenham como meta abrir o processo ainda este ano, preferem não estipular calendário. A ordem no partido de Michel Temer é ;muita calma nessa hora;. Vai quando estiver maduro. Quanto tempo vai levar depende mais dos tropeços de Dilma do que qualquer outra coisa.

Financiamento nas mãos do STF
A senadora Fátima Bezerra (PT-RN) trabalha para levar a voto ainda este mês a Proposta de Emenda Constitucional do financiamento empresarial das campanhas políticas. A ideia é enterrar o texto e deixar que o Supremo Tribunal Federal (STF) delibere logo o financiamento restrito a pessoas físicas.


CURTIDAS

O leão e a leoa/ O grupo pró-impeachment faz a seguinte chacota: o abaixo-assinado pela punição ao caçador que abateu o leão Cecil, no Zimbábue, demorou um mês para conseguir um milhão de assinaturas pela internet. Já o documento que usa a rede para pedir apoio ao impeachment de Dilma, em apenas três dias, já está quase lá.

Questão de temperamento/ O presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Arthur Lyra (PP-AL) está indócil sob os holofotes da Lava-Jato. Seus amigos garantem que ele está longe do espírito sereno que caracteriza o presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

Terra rara/ É assim que os líderes partidários apelidaram o líder do PMDB, Leonardo Picciani (foto). A maioria considera que ele prefere o isolamento, não sai para jantar com o grupo, enfim, não se mistura. Igualzinho aos Lantanídeos, ou Terras Raras da tabela periódica, que ficam ali embaixo, meio isolados dos metais. É, leitor... Tem deputado que conhece a tabela periódica tão bem a ponto de reparar nisso e dar apelido aos outros.

Eleição no DPU/ Começou a disputa para substituir Haman Tabosa Moraes e Córdova na chefia da Defensoria Pública da União (DPU). São cinco candidatos: Gabriel Faria Oliveira, José Rômulo Plácido Sales, Carlos Eduardo Paz, Herverton Gisclan e Anginaldo Vieira. A eleição será em 6 e 7 de outubro, quando todos os defensores públicos federais vão escolher a ordem da lista tríplice a ser encaminhada à presidente Dilma Roussef.

Missão geral/ O desafio do primeiro colocado na lista tríplice do DPU será restabelecer o diálogo entre a Defensoria e o Executivo, que não vai nada bem. Aliás, diálogo com o governo tem sido reclamação constante de vários setores econômicos e políticos.

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