ARI CUNHA

ARI CUNHA

postado em 13/09/2015 00:00

Mãos à obra
Dados oficiais devem ser vistos com forte lupa, principalmente quando cuidam de apresentar índices e outros indicadores que favorecem e inflam a atuação de determinados governos. O Distrito Federal, com uma população de 2,5 milhões de habitantes, é, entre todas as unidades da Federação, aquela que tem a maior renda nominal domiciliar do país, com quase o dobro do valor da renda média do brasileiro. Segundo dados do IBGE, a renda média dos brasilienses é de R$ 2.055, enquanto a dos brasileiros está em torno de R$ 1.052.


Com renda muito acima do restante do país, o que lhe confere posição relativa, as diferenças entre ricos e pobres na própria capital tornam-se mais visíveis e dramáticas do que nas demais regiões do país. Estudo elaborado pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) referente ao índice de pobreza no DF aponta que há, atualmente, na capital federal, 5.862 famílias vivendo em situação crítica de pobreza. A análise feita com base no chamado Cadastro Único do DF mostrou que, de acordo com as condições de habitação, acesso ao ensino médio e fundamental, existência de dependência infantil na família, vulnerabilidade financeira e outras 16 variáveis socioeconômicas, a presença de níveis críticos de pobreza dessa parcela da população, que precisam ser resolvidos o quanto antes. O estudo adverte que, devido ao caráter inter-relacionado da pobreza, são necessários esforços articulados e urgentes, de planejamento de diferentes pastas governamentais na busca da redução da pobreza no DF.
De posse desses dados, o governador e sua equipe têm pela frente o amplo e duro desafio na redução da pobreza na capital do país, sobretudo agora, quando a crise econômica ameaça o emprego e a renda da maioria das famílias brasileiras. Com dados dessa magnitude apresentados pela Codeplan, as ações do novo governo local têm um marco de saída que será confrontados mais tarde e que dirá, ao certo, se medidas adequadas foram adotadas no tempo correto.

A frase que não foi pronunciada
;Quero ver alguém conseguir delimitar o fio entre a verdade
e mentira nos discursos.;
Ulisses Guimarães, de onde estiver

Débitos
; Agora é a vez de enquadrar as empresas devedoras. A Secretaria da Fazenda do DF, com base no cruzamento de dados, começa a distribuir as notificações aos empresários devedores
ao fisco distrital.

Transporta
; Com a troca das empresas de transporte que servem a capital, foi necessário ampliar o percurso
para buscar passageiros. As reclamações são constantes e ainda
faltam ônibus em muitos locais e horários.

Outros tempos
; Por falar em transporte, quando foi que isso mudou? Em Brasília, educação, saúde e transporte eram usados por todos, de todas as classes sociais. E funcionavam a contento.

Inesquecível
; Dra. Tereza Mariz articulou uma apresentação do Coral do Senado no Grupo Escolar Berilo Wanderley, em Natal, entre outros eventos. Adolescentes conheceram, com uma atividade de 50 minutos, breve pincelada em várias notas sobre a construção de uma música cantada. Sob a regência de Glicínia Mendes, foram conduzidos ao comando da interpretação ao cantar. O sucesso foi estrondoso. Os jovens, que interagiram o tempo todo com o coral, tnham fome de arte.

Números
; Depois de enfrentar a redução da carga horária do corpo de funcionários dos hospitais públicos, aparece a notícia de que o TCDF constatou que o gasto com pessoal no GDF circulou os 48%. Assim, fica difícil governar.

É real
; Parece outro país. Reinando por anos no mais completo corporativismo, os taxistas vão precisar se acostumar com a Uber. Não há como comparar a presteza, a agilidade, a educação, a conservação dos veículos, a seriedade no trato com o passageiro, o pagamento prévio sem manuseio de notas. Além disso, há como compartilhar a viagem por GPS com alguém da família que acompanha o percurso. Se a democracia é para o povo, com o povo e pelo povo, a Uber vence.

História de Brasília
Vejam pelas coleções da Tribuna da Imprensa e vocês encontrarão primores. Uma fase, contra Jânio. Diz horrores.
Uma fase de amores. Diz doçuras. Agora, oposição novamente. (Publicado em 24/8/1961)

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