O guia do dread

O guia do dread

Sintético ou natural, o penteado cheio de estilo exige cuidados e manutenção constantes

postado em 13/09/2015 00:00
 (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

Eles são ousados, impactantes e chamam atenção por onde passam. Os dreadlocks se tornaram famosos pelo movimento rastafari e têm vários adeptos. O penteado é aparentemente simples. São bolos cilíndricos colocados no cabelo que formam a aparência de corda nos fios. O segredo é embaraçar. ;Quanto mais seco e quebrado, melhor;, afirma Mônica Streg, especialista no penteado.

Existem dois tipos de dreads: natural e sintético. O natural é feito a partir do próprio cabelo, usando cera de abelha e produtos especiais para compactar os fios. Já o sintético vem da fibra de plástico e deve ser trocado pelo menos uma vez por ano.

;O natural é mais suave, mas depende da quantidade do cabelo da pessoa. Em alguns casos, é necessário fazer um aplique. Os sintéticos são mais práticos na hora de colocar. Porém, não ficam tão bonitos;, explica Mônica.

No caso do natural, o cabelo pode ser tingido. Já nos artificiais, a opção é comprá-los já coloridos. ;O sintético não vai ter nenhuma reação à coloração ou à descoloração dos fios;, afirma Ana Akini, cabeleireira especialista no penteado.

A estudante Beatriz Oliveira, 25 anos, colocou dreadlocks há três meses. ;Eu já queria mudar meu estilo de cabelo e sempre achei muito legal;, diz. Ela acredita que o cabelo combina com a personalidade dela. ;Sou bem tatuada e o cabelo complementou o meu estilo;, afirma.

Sobre os cuidados, a estudante conta que lava o cabelo de duas a três vezes por semana com xampu e sabão de coco.;Esse negócio de que dread tem cheiro ruim não é verdade. O meu cabelo é supercheiroso e bem cuidado;, rebate. ;As pessoas ficam com a impressão de que está sujo. Mas é igual a um cabelo normal, se não lavar e cuidar, ele vai ficar com odor também.;

A manutenção é mensal. Uma vez por mês, Beatriz vai ao salão compactar os fios e acertar o cabelo. Para colocar os dreads no cabelo inteiro, foram seis horas no salão de beleza. A manutenção mensal sai por R$ 150 no salão e ela ainda gasta com xampus especiais para o cabelo.

O estilo chama muita atenção na rua. Beatriz conta que o cabelo causou estranheza até mesmo na família. ;É diferente de tudo que já usei. Muitos criticaram e disseram que tinha estragado o meu cabelo;, conta. E ela pretende ficar com o penteado por muito tempo. ;Adoro esse estilo. Mas tem muito preconceito;, avalia. Um acontecimento reforçou essa convicção. ;Eu estava em uma festa e alguém veio me pedir entorpecentes. Expliquei que não vendia nem usava, mas a pessoa disse que achava isso por causa do meu cabelo;, conta.

Se arrependeu?
Tirar pode parecer mais complicado do que colocar. Os dreads naturais comprometem a estrutura do cabelo. ;Eu aconselho a deixar crescer para cortar. Assim o cabelo pode voltar a crescer saudável e sem fios quebrados;, sugere Akini. Segundo a dreadmaker Mônica Streg, existem técnicas para desmanchar os fios. ;A gente já consegue tirar, mas não fica 100% igual antes;.

Natural ou sintético?
Qualquer tipo de cabelo pode receber o dreadlock, tanto fios lisos quanto crespos. A atenção fica por conta do tipo de procedimento. O natural é feito do próprio cabelo e o sintético, a partir de fibras de plástico e de cera de abelha. Cabelos naturais podem precisar de alongamento e somente um profissional deve fazer o penteado. ;Geralmente, começamos da parte da nuca e vamos para a frente do cabelo;, explica Akini. Em média, o procedimento para fazer o penteado dura entre duas e oito horas.

Manutenção
É necessário usar um xampu antirresíduo, sabão de coco em barra ou líquido e lavá-los de uma a duas vezes por semana. ;É muito importante não deixar o cabelo molhado com frequência. O penteado já é volumoso e, ficando amarrado, pode mofar os fios;, explica Ana Akini. Muitos acessórios podem adornar os dreads. Eles podem ser tingidos, ter miçangas e também ser enfeitados com pequenas tiras coloridas.

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