Críticas no Congresso

Críticas no Congresso

postado em 15/09/2015 00:00

As propostas do governo para cobrir o rombo fiscal do próximo ano, principalmente a de recriar a CPMF, tiveram repercussão negativa no Congresso Nacional. Líderes da oposição criticaram o fato de o valor da elevação de tributos superar o corte de gastos.


O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou achar ;pouco provável; que a CPMF passe. Além de o Executivo estar com uma base de apoio muito frágil, o tema, por si só, já é polêmico. Se o governo perdeu a CPMF numa época em que estava forte, não é agora, que está enfraquecido, que vai conseguir;, disse.


Em nota, o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), criticou as medidas e disse que a sociedade vai pagar por erros do governo. ;Não é aceitável o aumento do imposto de renda sobre ganho de capital, não para melhorar o sistema tributário, mas apenas para crescer a receita, e a volta da CPMF, o famoso imposto sobre transações financeiras a que a sociedade já tinha se mostrado contra na sua última tentativa de renovação, em 2007;, diz o comunicado.


O líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO) disse que a oposição lançará uma Frente Única contra a CPMF para agir nas duas Casas para ;obstruir qualquer tentativa do governo de passar a conta pelo desajuste que realizou no Orçamento para o contribuinte;.

Insignificante
O presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire (SP), também criticou o anúncio. ;O corte (de gastos) é insignificante, de R$ 26 bilhões, quando a receita dos novos impostos prevista é quase o dobro, de R$ 45 bilhões;, disse.


O coro de críticas foi engrossado por líderes empresariais. ;O governo apenas postergou o problema e transferiu fontes de recursos;, avaliou o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf. Ele criticou, em especial, a proposta de direcionar ao Tesouro 30% do valor recolhido pelo Sistema S. ;Isso significa pegar aquilo que funciona com eficiência e colocar na mão do governo, que é ineficiente;, criticou.


Em nota, a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) afirmou que o pacote ;não ataca a causa dos desequilíbrios fiscais;.

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