Nelson Carvalho assume conselho da Petrobras

Nelson Carvalho assume conselho da Petrobras

postado em 15/09/2015 00:00
 (foto: Carlos Silva/CB/D.A Press)
(foto: Carlos Silva/CB/D.A Press)

Nem bem assumiu a presidência do Conselho de Administração da Petrobras, e Murilo Ferreira já pediu o afastamento do cargo. Ele permanecerá afastado até 30 de novembro, sendo substituído por Luiz Nelson Guedes de Carvalho, eleito ontem em reunião extraordinária. Ferreira, que é também presidente da Vale, alegou motivos pessoais para o afastamento. Mas permanecerá no comando da mineradora.


No mercado, comenta-se que Ferreira tomou a decisão para se concentrar na solução de problemas da Vale, que enfrenta dificuldades no mercado global de minério de ferro por causa do desaquecimento da economia da China. O suplente de Ferreira no conselho da Petrobras, Clóvis Torres Júnior, também pediu licença do cargo. Ele é diretor de Integração Corporativa da Vale. A explicação da estatal é a de que Torres Júnior teria solicitado afastamento para deixar os demais membros do Conselho de Administração à vontade para escolher um presidente interino do colegiado.


Ferreira assumiu a presidência do conselho da Petrobras em abril, quando o governo promoveu uma mudança quase completa na composição do órgão. No mês passado, ele foi o único voto contrário, no colegiado, à decisão de vender uma fatia de 25% da BR Distribuidora, subsidiária da estatal voltada à distribuição de combustíveis. O negócio ainda não foi realizado, nem foi estabelecido prazo para que seja efetivado. A venda é considerada estratégica para reduzir o endividamento da companhia.
À frente da Vale, o principal problema de Ferreira é administrar uma empresa que tem assistido à queda contínua do seu principal produto. Em julho, as cotações do minério de ferro alcançaram a cotação mais baixa em 10 anos, corroendo as receitas da mineradora com exportações. A companhia vem executando um rigoroso programa de contenção de custos para manter a lucratividade. Mesmo assim, nos últimos meses, as ações da empresa sofreram uma perda substancial de valor nas bolsas.

Privatização de rodovias

O governo deve iniciar, nas próximas semanas, as audiências públicas para privatizar três novos trechos de rodovias. Segundo o secretário do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Maurício Muniz, a expectativa do governo é a de lançar os leilões ainda este ano.


Na lista, estão os trechos da BR 476, entre Chapecó (SC) e Lapa (PR); da BR 364, entre Goiás e Minas Gerais; e da BR 163, entre o Mato Grosso e o Pará. Muniz descartou a possibilidade de aumentar a taxa de retorno dos projetos, definida em 9,2%, para atrair investidores.

Investimento
Segundo Muniz, o percentual baseou-se em 20 anos de cenário econômico e considerou, inclusive, efeitos como a queda do grau de investimento, ocorrida na semana passada. Na rodada anterior de concessões, a taxa de retorno ; que determina a lucratividade para o investidor ; era de 7,2%.


O secretário, que participou do Congresso Brasileiro de Rodovias e Concessões, em Brasília, disse ainda que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) tem sofrido com o ajuste fiscal. Somente neste ano, o orçamento caiu de R$ 65 bilhões para R$ 35 bilhões.

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