Sr. Redator

Sr. Redator

postado em 15/09/2015 00:00
Lava-Jato

Alguns juristas qualificam de exagerado o tempo de prisão dos envolvidos no esquema de corrupção da Petrobras. Criticam a estratégia do juiz Sérgio Moro, que levaria os acusados a recorrerem ao instituto da delação premiada para se livrarem do cárcere. Os contrários avaliam que o tempo prolongado de privação de liberdade equivale à tortura. Assim, a delação, que deveria ser espontânea, seria obtida por coação. O entendimento é controverso. Lamentável é que a deleção premiada reduz a punição prevista em lei para ladrões dos cofres públicos. O benefício é tão bom que boa parte dos envolvidos já cumpre pena em regime de prisão domiciliar. Eis porque é fácil ser corrupto. Com certeza, o que devolveram aos cofres públicos nem sequer corresponde a um terço do que amealharam na corrupção. E, hoje, estão no lar, doce lar, desfrutando do produto do crime.
; Ernesto Gonzaga,
Asa Sul


Tsunami

Após o escandaloso episódio da Petrobras, o Brasil iniciou um processo de desequilíbrio financeiro e econômico. Apesar de haver favorecido às exportações, o estrago foi muito pior, elevando a taxa do dólar, os juros internos e a inflação, com reflexos negativos na bolsa de valores e, finalmente, atingindo em cheio as classes mais empobrecidas da sociedade (C, D e E). Os serviços sociais vêm piorando a cada dia, a saúde, a educação, a segurança, o transporte e a moradia foram os mais atingidos, justamente o que o pobre mais precisa. Porém, o maior acinte à população é o insultante silêncio perante as comissões de inquérito daqueles que assaltaram os cofres da estatal. Além do dinheiro de volta aos cofres públicos, o povo cobra, exige e espera severa punição para todos aqueles que se envolveram nesse triste episódio da vida da petrolífera.
; João Conceição de Pina,
Jardim Goiás


Impostos

Não são necessários reajustes nos impostos para sair da Crise.Basta inteligência.Basta o governo pegar um percentual dos valores arrecadados em jogos de Loterias, para regularizar suas contas. São bilhões e bilhões de arrecadações destinadas a vários setores que não necessitam muito desse dinheiro. Pronto, resolvida a questão.
; Cezar Mariano,
Taguatinga


Deficit

O Brasil é um grande país, que arrecada bilhões e bilhões em impostos, mas não está conseguindo equilibrar suas contas. O TCU e o Congresso ; diga-se de passagem, dois imensos ralos de gastança pública (carros oficiais, altos salários, inúmeras verbas de gabinete) ; deveriam permitir a rolagem desse deficit orçamentário de 2016, para o ano seguinte. Como assim? Simples, 50% dos R$ 30 bilhões seriam quitados ou projetados com a arrecadação de 2017. A outra metade seria paga com os cortes orçamentários, que estão, inclusive, sendo discutidos. Mas e em 2017? Bem, aí, é outra estória.
; Washington Luiz S. Costa,
Samambaia


Hospital de Base

Muito justa e oportuna a homenagem prestada pelo jornal aos 55 anos do Hospital de Base. Trabalhei ali por 30 anos a partir de 1960 e conheço sua saga desde quando era Hospital Distrital, uma referência nacional. Depois, surgiu com a melhor das intenções, o SUS, sistema humanitário que poucos países têm, prestando serviços inestimáveis. Pena que estamos no Brasil e a estrutura altamente louvável foi se desintegrando por falta de pessoal, material e gestão. Cito apenas uma falha na bem elaborada reportagem: não fez referência nos denodados pioneiros do hospital. Não custa nada uma segunda reportagem.
; Renato Vivacqua,
Asa Norte



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